Sérgio Cabral falando inglês (completamente) bêbado
Ai ai... que vergonha dele!
Thiago Mattos
ESSE É O SANGUE BOM!

A suada reforma da saúde, que ainda não está encerrada, e a enorme ajuda aos bancos e à General Motors parecem ter ponteado esse o primeiro ano de governo, revelando desafios que vão tornando o lema de campanha cada vez mais distante. Em vez daquela afirmação pungente (“Sim, nós podemos” ), a pergunta que todos fazem agora é “Podemos mesmo?”
Apesar de tudo, ainda é cedo para uma avaliação mais precisa de um governo que já chegou causando frisson e, ao deparar-se com obstáculos quase intransponíveis, causa o mesmo alvoroço – seja entre críticos ou partidários.
O governo Obama, pelo menos por enquanto, é um herdeiro de uma herança maldita. Mas é bom que não se esqueça: pode – e deve – ser muito mais que isso.
Thiago Mattos.
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De pouco adianta reclamarmos tanto da corrupção que impera no país se somos tão coniventes com a corrupção-nossa-de-cada-dia, aquela que julgamos não fazer mal e, por isso mesmo, fazemos frequentemente.
Às vésperas das eleições alemãs de Setembro, cartazes de campanha exibindo um senhor decote da chanceler Angela Merkel estão dando o que falar.
Com o cartaz, a polêmica candidata (e ex-ativista pelos direitos civis da Alemanha Oriental) acabou irritando a liderança do partido. A foto de Merkel havia sido tirada numa visita da chanceler à inauguração da Ópera de Oslo, em abril de 2008, e causou a mesma surpresa na época.
Ao menos 70% dos membros do Conselho de Ética são alvos de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), informa o Estado de S. Paulo.
O mais novo escândalo político brasileiro vem da chamada "farra" das passagens aéreas a que nossos parlamentares clamam, choram, exigem ter por direito.
O que não percebemos - políticos ou eleitores - é que nem a família, nem a namorada ou amigos foram eleitos. Quem foi, além de contar com tantas regalias, já dispõe de um salário suficientemente bom para bancar os seus.Marcadores: política
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A vida política brasileira há muito não desperta interesse algum na maior parcela dos cidadãos. Partidos como o PMDB estão aí para nos ajudar a entender o por quê.
Parece até que os eleitores da cidade de Santo Antônio de Pádua (RJ) leram a última postagem do blog, onde sugeri o voto nulo como um voto de protesto.
Eleições chegando. Momento propício para lembrarmos de Berthold Brecht. O dramaturgo e poeta alemão, infelizmente, continua atualíssimo com suas palavras contundentes e arrebatadoras sobre a vida político-social.O pior analfabeto
é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
Estava pensando em fazer o mesmo com os candidatos de São Paulo e exibi-los aqui, mas, afinal, quem se importa com qualquer um deles? Estão todos aí nas infinitas páginas da Internet com toda a informação necessária, e o blog fica muito poluído com essas caras nada simpáticas por aqui.
Já estão definidas as candidaturas à prefeitura do Rio de Janeiro para a eleição deste ano. E depois de muito tempo anulando, duas opções chegam a despertar o interesse de finalmente dar para alguém o meu voto.
A cientista política Lucia Hippolito chama a atenção para um crescente problema que passa despercebido e ganha pouca (ou nenhuma) cobertura da mídia: os suplentes de senadores.
Acompanhando o calendário lunar, começo o Ano do Rato em sincronia com os orientais, após fartas férias tiradas sem prazo nem explicação. Que me perdoem os fiéis leitores pela ausência, mas cá estou novamente por mais um longo período – pelo menos até as próximas férias.Começo o ano escandalizado com os cartões corporativos do governo muito mais do que com a nudez da passista da São Clemente, Viviane Castro. A escola de samba carioca foi penalizada perdendo pontos e (não pelo mesmo motivo) acabou sendo rebaixada para o grupo de acesso. Mas e os usuários dos cartões corporativos, que castigo terão?
Ok, uma já caiu (Matilde Ribeiro) e outro (Orlando Silva) ameaça devolver R$ 30 mil. Mas será o suficiente? O que acontecerá aos outros protegidos pelas chamadas “despesas de caráter sigiloso” ou por “órgãos especiais”? Alguém em Brasília já ouviu falar em accountability?
De certo, mesmo que aprovada mais uma CPI para investigar o atual escândalo, não daria em muita coisa a tentativa vazia de reunir bodes expiatórios quando se mantém o sistema que os produz e, logo, tudo voltaria ao normal até descobrirmos o próximo absurdo rotineiro do mundo da política.
Mas, assim como a apuração do desfile do carnaval carioca já deixou de ser interessante há muito tempo, o interesse pelas questões políticas – talvez pela mesma previsibilidade – não rende muito mais do que algumas linhas de revolta fantasiada de resignação.
E que comece o Ano do Rato!
Thiago Mattos.
Após muita pressão e temendo desgaste político, o Conselho de Ética do Senado abriu ontem processo contra o presidente da instituição, Renan Calheiros (PMDB-AL), para investigar indícios de quebra de decoro parlamentar.Nosso senador adúltero é suspeito de ter despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. Segundo os indícios, Gontijo entregava R$ 12 mil mensais a jornalista Mônica Veloso, com quem o presidente do Senado teve uma filha numa relação extra-conjugal. Os favores do lobista seriam retribuídos generosamente pelo nobre senador com a indicação de nomes para cargos públicos.
Apesar da abertura do processo, tudo parece andar conforme quer seu grupo político - até o relator indicado é um aliado (Epitácio Cafeteira, PTB-MA). No entanto, a partir do momento em que for citado no processo, Renan Calheiros não poderá mais renunciar ao mandato e corre o risco – ainda que mínimo – de ser cassado.
Ok, sabemos que Brasília inspira entre os colegas parlamentares uma solidariedade quase materna. Mas o fato é que mesmo após demonstrar em documentação - com uma naturalidade espantosa, diga-se de passagem - que seu patrimônio cresceu 73% em 4 anos (de 984 mil em 2002 para R$ 1,7 milhão em 2006), nosso senador milionário não se livrou das acusações, já que não há nada que comprove o recebimento do dinheiro pela jornalista.
Segundo as contas apresentadas – que incluem desde a verba indenizatória usada para ressarcir os parlamentares de gastos relativos ao exercício do mandato até “ganhos agropecuários” da sua fazenda – Renan Calheiros teria condições suficientes para realizar esse pagamento. No entanto, essa quantia poderia ter qualquer destino, visto que a falta de recibos impossibilita dizer que o dinheiro pago saíra de seu próprio bolso.
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Sidarta Gautama (que na história budista largou sua vida de príncipe para atingir o nirvana) - quem diria - teria seu nome associado à construtora que, segundo os relatórios da Polícia Federal (PF), pagou uma propina de R$ 100 mil ao então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. A explicação é que o dono da Gautama (construtora) se diz budista. Sabe-se lá que budismo é esse.Todo esse estardalhaço para nada, pois qualquer brasileiro sabe que no Brasil funciona assim: “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”, isto é, a Igualdade escrita em nossa Carta Magna nunca foi igual. Quanto melhor um cidadão se coloca na esfera pública – seja exercendo um mandato ou ocupando um cargo – mais privilégios ele tem a sua disposição e, logo, é mais difícil de puni-lo.
Fico maravilhado em como a PF trabalha bem e traz resultados. A cada mês, um novo escândalo político. Ora, ou corrompemos de modo muito sedutor (e por isso tanta coisa podre aparecendo), ou tudo está sendo transformado em espetáculo, passível de venda e consumo.
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| Presidente da República | R$ 11.400 |
| Vice-Presidente da República | R$ 10.700 |
| Ministros | R$ 10.700 |
| Parlamentares | R$ 16.512 |
| 13º. salário | R$ 12.847 |
| Verba indenizatória | R$ 15.000 |
| Auxílio-moradia | R$ 3.000 |
| Verba de gabinete | R$ 50.851 |
| Telefones e correios | R$ 4.268 |
| Ajuda de custo (2 vezes ao ano) | R$ 12.847 |
| Passagens aéreas | Depende do Estado |