terça-feira, março 09, 2010

Sérgio Cabral falando inglês (completamente) bêbado

Quando a gente acha que já viu de tudo neste mundo, que nada... No vídeo abaixo o ilustre governador carioca, Sérgio Cabral, mostra que aprendeu inglês com o Joel Santana. A diferença é a completa embriaguez em que se encontra o político. Que vergonha alheia dá de ver essa cena!


Ai ai... que vergonha dele!

Thiago Mattos

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quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Indecência brasileira

Acompanhando o calendário lunar, começo o Ano do Rato em sincronia com os orientais, após fartas férias tiradas sem prazo nem explicação. Que me perdoem os fiéis leitores pela ausência, mas cá estou novamente por mais um longo período – pelo menos até as próximas férias.

Começo o ano escandalizado com os cartões corporativos do governo muito mais do que com a nudez da passista da São Clemente, Viviane Castro. A escola de samba carioca foi penalizada perdendo pontos e (não pelo mesmo motivo) acabou sendo rebaixada para o grupo de acesso. Mas e os usuários dos cartões corporativos, que castigo terão?

Ok, uma já caiu (Matilde Ribeiro) e outro (Orlando Silva) ameaça devolver R$ 30 mil. Mas será o suficiente? O que acontecerá aos outros protegidos pelas chamadas “despesas de caráter sigiloso” ou por “órgãos especiais”? Alguém em Brasília já ouviu falar em accountability?

De certo, mesmo que aprovada mais uma CPI para investigar o atual escândalo, não daria em muita coisa a tentativa vazia de reunir bodes expiatórios quando se mantém o sistema que os produz e, logo, tudo voltaria ao normal até descobrirmos o próximo absurdo rotineiro do mundo da política.

Mas, assim como a apuração do desfile do carnaval carioca já deixou de ser interessante há muito tempo, o interesse pelas questões políticas – talvez pela mesma previsibilidade – não rende muito mais do que algumas linhas de revolta fantasiada de resignação.

E que comece o Ano do Rato!

Thiago Mattos.

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segunda-feira, abril 16, 2007

Como se chamará a próxima operação?


Apesar dos nomes engraçados (quiçá também por isso), as operações que a Polícia Federal (PF) vem realizando merecem atenção. A última delas, chamada sabe-se lá porque de Hurricane em inglês e não de Furacão em português, prendeu peixes graúdos da contravenção e tocou num ponto que há muito se fala e pouco se comenta: como se vencem os títulos das Escolas de Samba e a ligação destas com o mecenato do Jogo do Bicho.

Como foi dito, “há fortes indícios” de que o resultado do carnaval carioca tenha sido comprado em negociação entre o patrono da Beija-Flor e o presidente da Liga das Escolas de Samba (Liesa). Muita surpresa?

A recente operação da PF que descobriu paredes falsas cheias de dinheiro e nos relembrou o poder do Jogo do Bicho, comprometeu figuras como magistrados, empresários, policiais civis e federais, advogados e até mesmo um membro do Ministério Público Federal (MPF), revelando os tentáculos de uma organização que interfere nos três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

Mas fica uma pergunta no ar, queridos leitores: os resultados anteriores de outros carnavais também teriam sido comprados ou isso é uma novidade deste ano?

Jogo do Bicho e Carnaval (e mesmo até alguns clubes de futebol) sempre andaram lado a lado. Não sabemos quanto tempo ficarão presas pessoas tão influentes e com tanto poder. De qualquer forma, os questionamentos estão lançados, envolvendo um jogo tão habitual e aparentemente ingênuo da nossa realidade e uma tradição ritualística do mês de fevereiro que determina todo o nosso ano.

Pelo visto, o Carnaval não é mais o mesmo. Ou talvez nunca tenha sido como nós pensávamos. Mas os nomes das operações da PF continuam se superando.

Thiago Mattos.

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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Quarta-feira de Cinzas

O fim do carnaval anuncia para nós, brasileiros, o começo do ano. Isso todo mundo embaixo do Equador já sabe. Também se sabe que num país carnavalesco por excelência como o nosso, o carnaval não acaba na Quarta-Feira de Cinzas. Ele dá uma pausa.

Que a Beija-Flor de Nilópolis ganharia o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro desse ano, ainda mais depois de aparecer dias antes num programa de TV líder de audiência, todo mundo também já sabia. Os vencedores dessa festa que a cada ano que passa fica mais industrial são muito previsíveis. Posso até dizer que(m) ganhará ano que vem.


Que já era hora de Tony Blair anunciar uma retirada, ainda que parcial, das tropas britânicas no Iraque, só um outro presidente maluco ainda não percebeu. Que os pilotos norte-americanos envolvidos no acidente aéreo do ano passado no Brasil têm culpa direta no caso (já admitiram inclusive ter desligado o radar), não é mais novidade. Pouca coisa é difícil de presumir nesse mundo óbvio e caótico.

Falta agora sabermos quais serão as próximas manchetes que engoliremos seco daqui pra frente, quais as novas que esse ano já velho tem para nos oferecer. Meteoros caindo sobre a Terra? Novas vacinas? Mais escândalos políticos? Assassinatos brutais? A visita de um alienígena? Nada mais pode me assustar; eu acredito em tudo.


Thiago Mattos.

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