quarta-feira, outubro 07, 2009

Worldmapper: uma nova forma de ver o mundo

Um projeto desenvolvido por geógrafos da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, mostra uma nova forma de ver os mapas do mundo.

Através do Worldmapper é possível ver como seriam os países se seus mapas levassem em conta indicadores como densidade demográfica, renda, usuários de internet, mortalidade infantil, entre outros.

Para se ter uma ideia, se o mapa do Brasil fosse visto a partir da concentração populacional, ficaria claro no desenho nossa imensa desigualdade não somente entre os estados, mas também entre as regiões.

Dá para aprender bastante com as mais diversas categorias lá no site, que também é muito bom para pesquisas. Fica a dica.

Thiago Mattos.

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quarta-feira, junho 10, 2009

As melhores cidades do mundo

Uma pesquisa lançada recentemente pela Economist Intelligence Unit analisou as melhores cidades do mundo para se viver.

Baseada em critérios como infraestrutura, saúde, cultura e educação, entre outros, a pesquisa pontuou 140 cidades ao redor do mundo, numa escala de 0 a 100. No topo do ranking estão:

- Vancouver (98 pontos), no Canadá;
- Viena (97,9), na Áustria;
- Melbourne (97,5), na Austrália;
- Toronto (97,2), também no Canadá.

Das dez melhores cidades do mundo para se viver (há quase nenhuma diferença de pontos entre as Top Ten), seis estão no Canadá ou na Austrália.

No último lugar está a cidade de Harare, no Zimbábue. As piores posições ficam na África e na Ásia por conta dos altos índices de violência, pobreza e instabilidade civil. Vale lembrar que a pesquisa não incluiu cidades em lugares como Afeganistão e Iraque.

De acordo com a pesquisa, as cidades de tamanho médio, em países desenvolvidos e com uma baixa densidade populacional, se beneficiam mais do que as grandes cidades inchadas com muita gente: há uma maior disponibilidade cultural/recreacional e menores índices de violência, além de menos problemas de infraestrutura.

Aqui no Brasil, a velha e estúpida rivalidade entre as capitais Rio e São Paulo mais uma vez caiu por terra. As duas cidades ficaram empatadas em 92o. lugar com 69,1 pontos, perdendo para outras cidades latino-americanas como Santiago del Chile (64a.) e Buenos Aires (61a.).

Apesar de São Paulo apresentar melhores índices no que tange à Saúde, Cultura e Ambiente (como assim, Ambiente?), o Rio ironicamente pontou mais em Educação e Infraestrutura. Vai lá entender esses critérios...

Thiago Mattos.

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quinta-feira, outubro 04, 2007

Liberdade ainda que tarde! (Free Burma)


Free Burma!

A campanha é simples e fácil. Basta você se inscrever aqui, pôr um banner no seu blog e manifestar seu apoio aos monges e civis de Mianmar, que estão sofrendo violentas repressões e desaparições políticas que nos lembram a América Latina de outrora.

Na verdade, nem precisaria se inscrever; nem pôr banner ou ter blog. Bastaria estarmos a par dos acontecimentos da ex-Birmânia e compartilharmos informações a respeito - tão difícil num lugar onde só há uma versão dos fatos: a oficial. Já sabemos dos perigos da demora quando um regime está matando pessoas e ninguém toma posição.

Não custa lembrar que o mesmo vale para a violência daqui. Está certo que não temos o mesmo charme dos monges, mas também não ficamos para trás nas maldades. A cor do sangue é a mesma.

Por isso, informação, esclarecimento e ação nunca são demais. Liberdade ainda que tarde!

Thiago Mattos.

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quinta-feira, maio 31, 2007

"Quem lê tanta notícia?"

Informar é algo perigoso.

Sempre convém desconfiar do que nos é informado e conferir a validade dos ensinamentos. Nossos meios de comunicação – principalmente as TVs – assumem uma ambiciosa tarefa em nossa realidade: “educar” milhões de espectadores que tomam o que é dito e visto como a mais pura e inquestionável verdade. E é aí que mora o perigo.

Recentemente, o presidente venezuelano Hugo Chávez decidiu não renovar a concessão pública à RCTV (uma espécie de Rede Globo da Venezuela), despertando o clamor da mídia corporativista – quem diria – por “liberdade de imprensa” e “respeito à opinião pública” na América Latina.

Contudo, a campanha que vem sendo promovida evocando tais palavras de ordem é, no mínimo, patética. Não precisa ser nenhum entusiasta do presidente bolivariano para perceber que os fatos vão sendo deformados e o que precisa ser discutido se esconde. Na luta pela hegemonia, fala-se em “fechamento do canal” e em “liberdade de expressão”, mas pouco é dito acerca do papel dos meios de comunicação, tampouco é analisado o histórico da emissora que foi o pivô da tentativa de golpe de estado frustrado em Caracas, em Abril de 2002.

Como disse Muniz Sodré, “o ato governamental foi respaldado pelo preceito constitucional que outorga ao Estado a administração do espectro radioelétrico”. O Estado ainda é detentor de concessões de serviços públicos, como as de radiodifusão e de transportes, por exemplo – que podem ser interrompidos de maneira unilateral, caso não atenda mais aos interesses do Estado. Mas talvez não seja assim por muito tempo.

O documentário A Revolução Não Será Televisionada nos ajuda a entender o que houve com a emissora que encerrou seus trabalhos no último domingo de Maio deste ano após a medida de Chávez. E nos faz imaginar o bem que uma medida como essa não faria por aqui, não é mesmo?

Thiago Mattos.

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segunda-feira, dezembro 11, 2006

Pinochet ainda estava ali

A comemoração de aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos ganhou esta semana um irônico presente: a morte do ditador chileno Augusto Pinochet. Sua ascensão à vida política no Chile, todos sabem, veio de forma sanguinária como foi seu regime militar de 17 anos. Seu golpe de estado, em 11 de Setembro de 1973, bombardeou La Moneda e matou o presidente democraticamente eleito Salvador Allende, que começava um governo marxista no país.

As prisões, torturas e mortes foram alguns de seus crimes de violação aos Direitos Humanos; mais tarde se descobriu também o que estava por trás do “progresso econômico” chileno, que muitos economistas ainda hoje elogiam pelas privatizações e abertura ao capital estrangeiro. Seu enriquecimento ilícito e envolvimento em corrupção nos ajudam a entender sua emblemática frase dita após sair do poder: “Nenhuma folha se move no Chile sem que eu a mova”. E, realmente, parecia ser assim mesmo anos depois.

Estive no Chile há um ano atrás e, mesmo depois de Pinochet e antes de Bachelet, senti uma atmosfera pesada em Santiago. Não sabia exatamente se eram os carabineros – polícia chilena – vestidos como oficiais da SS nazista e me assustando; se era a população andando de cabeça baixa, sequelada pela dor de uma ditadura que parecia ainda existir; ou se era simplesmente o melancólico frio andino. Mas havia algo sombrio no ar que a bela vista da Cordilheira dos Andes não podia esconder.

Senti, de uma forma mais séria que sinto no Brasil, as marcas impressas no povo que sofreu com uma ditadura de quase duas décadas e que parecia viver numa repressão calada e de forma consciente disso. Participei de congressos organizados por vítimas e parentes de vítimas da ditadura. Vi como eram organizados os protestos nas ruas geladas da capital. Vivi a vida de um chileno que sai de noite para jogar xadrez nas praças. Mesmo anos depois, parecia que Pinochet ainda estava ali. E, na verdade, estava mesmo ali, movendo as folhas.

Espantosamente, muitos simpatizantes ainda foram levar flores e chorar a morte do homem que deu um mau exemplo não somente à América Latina, mas ao mundo. Fica agora a esperança de que a História faça justiça e o lamento de que a morte de Pinochet tenha evitado sua condenação pelos inúmeros crimes de violações aos Direitos Humanos. Direitos estes que ainda passam pelas bocas dos homens de forma sarcástica, chamando de “direito para bandido”, esquecendo o que já foi cometido antes de sua Declaração Universal, e mesmo depois dela. E o quanto custou para que esses Direitos fossem reconhecidos e o quanto ainda os custa guardar.

Thiago Mattos.

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terça-feira, dezembro 05, 2006

Tudo é passageiro

Quem pega ônibus no município do Rio de Janeiro tomou um susto nesta segunda-feira com o aumento de dez centavos no preço das passagens, mas pelo o que percebi – ao contrário do que aconteceu em São Paulo há uma semana atrás – pouca gente reclamou ou fez algum protesto, o que é bem normal para os passivos cariocas.

Há pouquíssimo tempo também, os preços das passagens do metrô do Rio aumentaram e a reação da população bestializada foi a mesma: nenhuma. Taí um bom motivo para o seqüestro de um ônibus, ahn?

O incremento das despesas no bolso dos trabalhadores e estudantes aumenta ainda mais, e essa máfia, que são as empresas de ônibus com suas concessões mal avaliadas, onera de forma obscena a parte mais fraca da nossa ridícula pirâmide social, que mal tem forças para lutar, dispersada pelas telenovelas e afins.

De qualquer forma, as coisas continuam como vão, aqui ou na Venezuela – onde o presidente Hugo Chávez venceu de forma esmagadora as eleições daquele país. A impressão que fica, ainda que as eleições venezuelanas interesse a pouca gente, é a de que salta aos olhos o descontentamento dos venezuelanos com a política neoliberal de antes, e que apesar de todos os defeitos do cara-que-peita-os-EUA, ele ainda é o cara que peita os EUA, ainda que isso seja feito com uma retórica falha, com direito a fusquinha vermelho e tudo.

De um lado, o ex-jogador de beisebol que sonhava em jogar na terra do diabo; de outro, o inimigo declarado de um regime cheio de inimigos. Seja como for, ficou claro que a população venezuelana ainda o quer no poder apesar dos pesares. No final das contas, para quê mudar – pensam alguns – se tudo é passageiro, menos motorista e cobrador?

Thiago Mattos.

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quarta-feira, novembro 29, 2006

Fala sério, mané!


Confesso que me surpreendi com as pessoas que leram ontem o Sangue e seus comentários; Estava precisando desse retorno, dessas críticas e sugestões. Deu vontade de falar mais.

Andrezinho avisou ao vivo e, pelo que parece, o novo presidente do Equador pode mesmo trazer ao Brasil a mesma dor de cabeça que trouxe Evo Morales há um tempinho atrás, dizendo que revisará os contratos das empresas petrolíferas estrangeiras que operam no Equador.

Na mesma pauta, outra cara leitora e colega de ofício, Zaira Brilhante, tinha comentado ontem que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) cancelou a 8ª. Rodada de Licitações de áreas de exploração e produção de petróleo. Isso aconteceu depois que a Justiça Federal de Brasília concedeu uma liminar que suspendeu o leilão de ontem pela metade, o que nos remeteu a campanha getulista “O petróleo é nosso”.

Mas hoje quero falar de outra coisa. Quero falar de pizza.
A pizza da qual vos falo foi servida também ontem, no Conselho de Ética do Senado, que absolveu coletivamente os três senadores acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, dentre eles o senador Nei Suassuna (PMDB-PB). Apesar da recomendação de Jefferson Péres (PDT-AM) para a perda do mandato de Suassuna, o senador que estava em julgamento recebeu apenas uma advertência verbal. Que coisa feia!

No final, ainda reclamou com a imprensa e disse que voltará a ser um “cidadão comum” e cuidar de seus “shoppings e empresas”, já que não foi reeleito. Nobre senador, desde quando um cidadão comum tem shoppings e empresas? Bem, eu não tenho. Não bastasse isso declarou que está “enojado com a política”. Bem, se ele está enojado, imagina eu.


A oposição, essa sim, também tem dado nojo. Nessa mesma sessão onde Suassuna foi absolvido, mostrou como é boa para acender o fogo no período pré-eleitoral e apagá-lo depois das eleições. Falar mal da oposição, contudo, não é o mesmo que falar bem do governo. Há muito tempo não está dando pra falar bem de ninguém, nem de mim e nem de você. Mas quero falar bem de um senador brasileiro do Amazonas, o qual teve ontem uma postura excelente: o senador Jefferson Péres, que recomendou a cassação de Suassuna e depois declarou que irá abandonar a política, desalentado.

Bem, parece que todos os chamados bons políticos estão debandando. O que é uma pena. Mas imagina só, você prepara um parecer, se empenha naquilo para tentar trazer mais moral para a vida política do país, com a condenação de um senador safado e todo seu trabalho é desmoralizado e no final é como se nada tivesse acontecido, com as gargalhadas entre os parlamentares e tudo mais. Como diria o saudoso Bussunda: Fala sério!


Thiago Mattos.

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segunda-feira, agosto 14, 2006

Ainda não foi dessa vez

Depois de tanta torcida pela morte do homem, a série de fotos publicadas nesta segunda-feira no site do jornal cubano Granma, para as comemorações dos 80 anos do Comandante en Jefe, mostrando um ainda doente porém vivo Fidel Castro, desanimou os entusiastas de sua morte, que o deram como morto tão logo seu irmão Raúl assumiu o poder.

O silêncio sobre suas condições de saúde, depois de ter sido internado, fez com que jornalistas de toda parte ficassem ouriçados atrás de análises dos cientistas políticos sobre a nova conjuntura mundial pós-Fidel, a fuga em massa da ilha, os preços da bolsa, blá blá blá.

Pelo menos por enquanto a especulação não deu em nada, só deu para perceber o quanto o mundo quer ver o velhinho morto, o quanto querem que a “pureza” da isolada ilha tropical se renda à modernidade e ao consumismo. Mas essa não foi a primeira vez que o mundo se animou com um possível adeus do cara-que-simplesmente-fez-a-revolução-cubana.

Quando há dois anos atrás todos os jornais do mundo publicaram uma foto de Fidel tropeçando diante das câmeras de um evento internacional, manchetes de jornais como “Fidel cai” chegavam a irritar, tamanha era a sugestão e o desejo por uma queda não apenas literal. As piadas tipo “nunca vi ninguém fugir nadando de Miami” voltavam a provocar gargalhadas e pouquíssimos recordam do que foi a suada Revolução Cubana e de que um outro carinha chamado Che Guevara também estava lá.

Mais um vez fica a falsa euforia de um gol anulado, aquela carinha triste de tanta gente, aquele “ah, que peninha”, mais uma vez não foi dessa vez.

Thiago Mattos.

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domingo, julho 30, 2006

Desculpas para tudo

A curiosa moção recentemente aprovada na Câmara dos Representantes dos EUA, pedindo a criação de uma força-tarefa na Tríplice Fronteira (Brasil-Argentina-Paraguai) que “assista e combata a proliferação das organizações terroristas”, causou por aqui uma certa surpresa. Apesar de todas as evidências dizerem que não, o projeto de autoria da republicana Ileana Ros-Lehtinen, da Flórida, especula que haja ali um possível braço da Al Qaeda e que terroristas estariam vindo para o Brasil e indo daqui até o México, tentando assim entrar em american soil.

Desde então, diversos congressistas que discordam dos termos do pedido se manifestaram a favor do governo brasileiro, ressaltando a “ativa participação e liderança” do Brasil no programa de segurança do grupo 3+1, formado pelos três países da região mais os EUA. O ponto nevrálgico é que a moção sugere uma militarização da região sob a desculpa da luta contra o terrorismo, conceito ainda vago e impreciso.

O presidente venezuelano Hugo Chavéz já cansou de declarar suas intenções de transformar a Venezuela numa potência militar. Há algumas semanas, a Guiana anunciou a participação de uma força militar americana para vigiar sua parte da floresta amazônica. Há também presença militar dos EUA até Dezembro deste ano em território paraguaio para “exercícios militares”.

Apesar de problemas localizados na Colômbia com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), a América do Sul é um dos poucos pontos ainda pacíficos do planeta; as tentativas de militarização, ao contrário do que se pense, não trarão qualquer garantia de paz para a região. Entretanto, notamos que as investidas na direção contrária estão cada vez mais fortes.

A região da Tríplice Fronteira, vale lembrar, tem uma importância estratégica, já que ali está situado o aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce do subsolo americano. Já não bastam as constantes ameaças de internacionalização da Amazônia, isso sim um terror, qualquer passo dado na direção de uma intervenção que ameace a soberania desses países deve ser tratado com respeito e cuidado.
Thiago Mattos.

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quarta-feira, maio 03, 2006

Um outro primeiro de maio


O primeiro de maio na Bolívia foi um pouco diferente. O presidente Evo Morales, cumprindo uma de suas promessas de campanha, determinou através do ‘decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos’ que todas as etapas da exploração e comercialização do gás e do petróleo no país fossem nacionalizadas. As tropas do exército invadiram campos de produção, dutos, refinarias, incluindo unidades da Petrobrás para anunciar as novas medidas, acertando em cheio a cia. brasileira que tem investimentos de mais de US$1 bilhão.

Dentre os pontos frágeis do lado de cá está o consumo de gás natural do Brasil: cerca de 50% vem de lá. Outra medida aumenta a tributação sobre o gás de 50% para 82%. Além disso, o Estado boliviano assumirá o controle acionário das duas refinarias da Petrobras instaladas em Santa Cruz e Cochabamba através da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), que além de assumir a comercialização de gás e petróleo, definirá condições, volumes e preços tanto para o mercado interno quanto para exportação. Caso as empresas não aceitem as medidas, terão de deixar o país em 180 dias.

O governo brasileiro foi surpreendido e considerou grave a decisão de Morales. Há uma semana, Lula, em gesto simbólico, manchava suas mãos no petróleo anunciando a auto-suficiência da Petrobras. Agora veio o balde de água fria.

A medida de Evo Morales (essencialmente de esquerda) não era nenhuma novidade, já que constituía uma de suas plataformas de campanha. Sua intenção é a de diminuir os lucros recordes que as cias. vêm registrando a cada ano. Segundo o decreto do governo boliviano, 82% dos valores arrecadados com a venda de gás e petróleo devem ir para o Estado, ficando apenas 18% para as empresas.

Analistas do mundo inteiro consideram a medida precipitada; possivelmente o povo brasileiro sofrerá tanto com o aumento do preço quanto com o racionamento de gás futuramente. Ao contrário do que muitos hermanos possam pensar, estamos muito longe de exercermos um papel imperialista na América do Sul. Milhões de pessoas vivem no Brasil em condições de miséria. O mais importante de toda essa discussão é tanto Brasil quanto Bolívia lembrarem que a união dos povos da América Latina é uma arma vital para enfrentar o real imperialismo que vem lá de cima e fortalecer cada um dos povos de cada um dos países.

Thiago Mattos.

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