Os 200 anos que mudaram o mundo
Do site http://www.gapminder.org
Thiago Mattos
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ESSE É O SANGUE BOM!
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O índice Big Mac compara o real poder de compra de várias moedas do mundo. Com base nele, a revista The Economist divulgou uma tabela (baseada em dados do banco suíço UBS) mostrando o quanto é preciso trabalhar em diferentes cidades para poder comprar o mesmo sanduíche.
Outro artigo da mesma revista, questiona a criação de impostos sobre fast food, que está em pauta nos EUA. Os argumentos para a implantação do novo imposto são os mesmo usados na taxação do álcool, cigarro e jogo: os custos sociais de cada um.Marcadores: business, comportamento, economia, estados unidos, SP
Cinco empresas brasileiras entraram na lista das 500 maiores companhias do mundo publicada pela revista Fortune.Empresa - País - Setor - Faturamento
O mês de Maio já vai acabando com uma sensação de que logo logo o ano também já será outro. É impressionante: quanto mais velhos ficamos, mais rápido o tempo parece passar. De qualquer forma, não vim até aqui pra isso.Essa semana, duas notícias especialmente me chamaram a atenção.
Uma delas é um artigo do New York Times, que discute a nova situação econômica do Brasil, mostrando como agora os brasileiros da classe média podem ter acesso a bens de consumo, diferentemente de alguns anos atrás.
O artigo elogia claramente a política econômica do governo Lula - "administração competente" são as palavras exatas - comparando a atual conjuntura a um momento anterior, onde tudo era mais difícil no país.
“Antigamente quando os EUA espirravam, o Brasil pegava pneumonia, mas este não é mais o caso”, declara Marcelo Carvalho, diretor executivo do Morgan Stanley, numa interessante alusão a um passado nem tão distante assim.
Só ficou faltando falar das consequências deste novo modo de consumo, como os insuportáveis engarrafamentos diários nas grandes cidades, decorrentes do novo poder de compra da classe média brasileira. Mas isto é um apenas um detalhe, não é?
Bem, para acessar uma versão em português do artigo, clique aqui. A versão integral em inglês, aqui.
A outra notícia vem da TV.
É que Os Simpsons já estão na 19ª. temporada (um recorde!) e continuam cada vez mais ácidos e pungentes, com um invejável vigor. Os episódios da nova temporada trazem cenas que ainda darão muito o que falar, como os seios da Pamela Anderson balançando no ar.
A família que vez por outra é censurada (e não apenas na Venezuela) por conta de seu comportamento politicamente incorreto, continua mostrando estar a frente de seu tempo. Até hoje, poucos entendem que a série não é um desenho animado para crianças.
Enquanto a maioria das emissoras a exibem no horário nobre, a Globo insiste em exibir a série em sua programação matutina destinada às crianças, no saco de gatos que é a TV Globinho.
De qualquer forma, acompanhar esta família é estar em dia com o mundo contemporâneo e, de modo crítico, entender as loucuras pelas quais passamos. Por isso e muito mais, Os Simpsons – uma ironia sofisticada e debochada da clássica família americana – devem ser assistidos e deliciados.
Uma boa semana para todos!
Thiago Mattos.
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Não precisamos mais esperar. Começou a 18ª. edição da Copa do mundo, desta vez na Alemanha. As mais importantes seleções de futebol entram em campo disputando, entre outras coisas, o título de melhor do mundo. Até aqui a disputa vai bem; o problema está entre as ‘outras coisas’.
Como todos sabemos, atualmente o futebol é um negócio altamente lucrativo. A profissionalização do esporte veio a reboque do patrocínio de empresas que se tornaram grandes corporações e movimenta hoje grandes somas de dinheiro. O jogador, que antes jogava pelo amor ao clube, hoje segue o faro de uma figura nova que virou titular: o agente ou empresário. O amor pela camisa agora tem um preço – e também um prazo. Os grandes clubes tornaram-se grandes empresas negociadoras de passes e o futebol, como um esporte puro, já não mais existe; tornou-se business.
Não há dúvidas que esse fenômeno esportivo não é privilégio do futebol, as grandes corporações entram no negócio em forma de acessórios esportivos, fabricando chuteiras, camisetas ou o que for. Qualquer outro esporte que necessite equipamentos sofre a mesma pressão. Mas o futebol tem um appeal particular.
De acordo com uma empresa de pesquisa britânica chamada Football Economics, calcula-se que 17% da população mundial acompanhará pela TV a final da Copa do Mundo; uma oportunidade de estratégia publicitária que as empresas de material esportivo aproveitarão muito bem para inchar suas receitas.
Chama a atenção também uma reportagem que saiu no Financial Times, a bíblia dos economistas, sobre um relatório de 36 páginas encomendado pelo G14 (agremiação que reúne os 18 mais importantes clubes europeus) sugerindo que a Copa do Mundo e da Europa seja realizada a cada dois anos. O relatório ainda ousa sugerir um aumento de 32 para 48 equipes presentes na Liga dos Campeões Europeus, o que faria a receita dos clubes europeus aumentar para 600 milhões de euros. Em contrapartida, os clubes brasileiros, que cada vez mais exportam seus craques, pouco tem a ganhar, já que o dinheiro girado por lá passa pouco por aqui.
Na realidade brasileira, o futebol ganha uma conotação especial e pode explicar muita coisa em termos sociológicos e antropológicos. Entretanto, devemos também atentar para os 'perigos econômicos' que usa o futebol como fachada. A comoção nacional que o futebol invoca e a identificação coletiva que ele gera merecem ser entendidas por menos fanatismo e aplicados em campos mais férteis, como a política, que acaba usando o futebol para alienar o povo e desviar as atenções. No final, o que rola em campo de mais importante torna-se secundário e passa despercebido pelos olhos de quem assiste aos jogos. Mas, e depois que o jogo acabar?
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O primeiro de maio na Bolívia foi um pouco diferente. O presidente Evo Morales, cumprindo uma de suas promessas de campanha, determinou através do ‘decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos’ que todas as etapas da exploração e comercialização do gás e do petróleo no país fossem nacionalizadas. As tropas do exército invadiram campos de produção, dutos, refinarias, incluindo unidades da Petrobrás para anunciar as novas medidas, acertando em cheio a cia. brasileira que tem investimentos de mais de US$1 bilhão.
Dentre os pontos frágeis do lado de cá está o consumo de gás natural do Brasil: cerca de 50% vem de lá. Outra medida aumenta a tributação sobre o gás de 50% para 82%. Além disso, o Estado boliviano assumirá o controle acionário das duas refinarias da Petrobras instaladas
O governo brasileiro foi surpreendido e considerou grave a decisão de Morales. Há uma semana, Lula, em gesto simbólico, manchava suas mãos no petróleo anunciando a auto-suficiência da Petrobras. Agora veio o balde de água fria.
A medida de Evo Morales (essencialmente de esquerda) não era nenhuma novidade, já que constituía uma de suas plataformas de campanha. Sua intenção é a de diminuir os lucros recordes que as cias. vêm registrando a cada ano. Segundo o decreto do governo boliviano, 82% dos valores arrecadados com a venda de gás e petróleo devem ir para o Estado, ficando apenas 18% para as empresas.
Analistas do mundo inteiro consideram a medida precipitada; possivelmente o povo brasileiro sofrerá tanto com o aumento do preço quanto com o racionamento de gás futuramente. Ao contrário do que muitos hermanos possam pensar, estamos muito longe de exercermos um papel imperialista na América do Sul. Milhões de pessoas vivem no Brasil em condições de miséria. O mais importante de toda essa discussão é tanto Brasil quanto Bolívia lembrarem que a união dos povos da América Latina é uma arma vital para enfrentar o real imperialismo que vem lá de cima e fortalecer cada um dos povos de cada um dos países.
Thiago Mattos.
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