sexta-feira, abril 23, 2010

Os 200 anos que mudaram o mundo


Os últimos 200 anos mudaram o mundo. É o que mostra o vídeo apoiado num incrível infográfico, comparando a situação de todos os países do mundo desde 1809. Mesmo para quem "arranha" no inglês, as legendas ajudam. É uma grande aula!

Do site http://www.gapminder.org

Thiago Mattos

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quinta-feira, agosto 20, 2009

Quantos minutos você trabalha para poder comprar um Big Mac?

O índice Big Mac compara o real poder de compra de várias moedas do mundo. Com base nele, a revista The Economist divulgou uma tabela (baseada em dados do banco suíço UBS) mostrando o quanto é preciso trabalhar em diferentes cidades para poder comprar o mesmo sanduíche.

"O tamanho do seu salário pode ser importante, mas o poder que ele tem também é", diz a revista. De acordo com os dados, é possível comprar um Big Mac com apenas 12 minutos de trabalho em cidades como Chicago, Tokyo e Toronto.

Já em lugares como Cidade do México, Jakarta e Naiorobi, é necessário trabalhar mais de duas horas para se obter o mesmo valor. Um pouco acima da média global de 37, um Big Mac custa 40 minutos em São Paulo e 51 minutos no Rio.


Outro artigo da mesma revista, questiona a criação de impostos sobre fast food, que está em pauta nos EUA. Os argumentos para a implantação do novo imposto são os mesmo usados na taxação do álcool, cigarro e jogo: os custos sociais de cada um.

Atualmente, um terço dos estadunidenses são obesos e as despesas médicas com a obesidade ultrapassam os 200 bilhões de dólares por ano. Uma conta ainda mais cara do que a gasta com o tabagismo.

Mas, de acordo com a matéria, uma taxação sobre junk food pouco afetaria o consumo de quem é realmente viciado. Mesmo assim, poder comprar um Big Mac por tão pouco nos EUA é um convite e tanto a quem não tem muito tempo para comer, ou seria para vender?

Thiago Mattos.

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quinta-feira, julho 09, 2009

As 500 maiores companhias do mundo

Cinco empresas brasileiras entraram na lista das 500 maiores companhias do mundo publicada pela revista Fortune.

Beneficiadas pelo alto preço do petróleo no ano passado, as empresas petrolíferas desbancaram as do setor bancário, atingidas mais duramente pela crise financeira global.

Também é de se notar o menor número de companhias norte-americanas e a presença de uma empresa chinesa, pela primeira vez entre as 10 primeiras da lista.


As empresas brasileiras que aparecem na lista são:
- Petrobrás (34º no ranking, com receitas de US$ 118,257 bilhões);
- Bradesco (na 148ª posição);
- Itaúsa (149º, e que agora é uma das controladoras e principal acionista do Itaú-Unibanco);
- Banco do Brasil (174º);
- A mineradora Vale na 205ª posição.


Segue a lista das 20 primeiras posições:

Empresa - País - Setor - Faturamento

  1. Royal Dutch Shell - Holanda - Petróleo & Gás - US$ 458,361 bilhões
  2. Exxon Mobil - Estados Unidos - Petróleo & Gás - US$ 442,851 bilhões
  3. Wal-Mart - Estados Unidos - Comércio - US$ 405,607 bilhões
  4. BP - Reino Unido - Petróleo & Gás - US$ 367,053 bilhões
  5. Chevron - Estados Unidos - Petróleo & Gás - US$ 263,159 bilhões
  6. Total - França - Petróleo & Gás - US$ 234,674 bilhões
  7. ConocoPhillips - Estados Unidos - Petróleo & Gás - US$ 230,764 bilhões
  8. ING - Holanda - Financeiro - US$ 226,577 bilhões
  9. Sinopec - China - Petróleo & Gás - US$ 207,814 bilhões
  10. Toyota - Japão - Automotivo - US$ 204,352 bilhões
  11. Japan Post Holdings - Japão - Transportes - US$ 198,7 bilhões
  12. General Eletric - Estados Unidos - Diversos - US$ 183,207 bilhões
  13. China National Petroleum - China - Petróleo & Gás - US$ 181,123 bilhões
  14. Volkswagen - Alemanha - Automotivo - US$ 166,579 bilhões
  15. State Grid - China - Energia elétrica - US$ 164,136 bilhões
  16. Dexia Group - Bélgica - Financeiro - US$ 161,269 bilhões
  17. ENI - Itália - Petróleo & Gás - US$ 159,348 bilhões
  18. General Motors - Estados Unidos - Automotivo - US$ 148,979 bilhões
  19. Ford - Estados Unidos - Automotivo - US$ 146,277 bilhões
  20. Allianz - Alemanha - Financeiro - US$ 142,395 bilhões
A Fortune é voltada para o mundo dos negócios e publica periodicamente listas como "As companhias mais admiradas", "As melhores companhias para trabalhar", entre outras. É uma boa maneira de sabermos onde boa parte do dinheiro do mundo se concentra.

Thiago Mattos.

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domingo, maio 25, 2008

"Maio já está no final..."

O mês de Maio já vai acabando com uma sensação de que logo logo o ano também já será outro. É impressionante: quanto mais velhos ficamos, mais rápido o tempo parece passar. De qualquer forma, não vim até aqui pra isso.

Essa semana, duas notícias especialmente me chamaram a atenção.

Uma delas é um artigo do New York Times, que discute a nova situação econômica do Brasil, mostrando como agora os brasileiros da classe média podem ter acesso a bens de consumo, diferentemente de alguns anos atrás.

O artigo elogia claramente a política econômica do governo Lula - "administração competente" são as palavras exatas - comparando a atual conjuntura a um momento anterior, onde tudo era mais difícil no país.

“Antigamente quando os EUA espirravam, o Brasil pegava pneumonia, mas este não é mais o caso”, declara Marcelo Carvalho, diretor executivo do Morgan Stanley, numa interessante alusão a um passado nem tão distante assim.

Só ficou faltando falar das consequências deste novo modo de consumo, como os insuportáveis engarrafamentos diários nas grandes cidades, decorrentes do novo poder de compra da classe média brasileira. Mas isto é um apenas um detalhe, não é?

Bem, para acessar uma versão em português do artigo, clique aqui. A versão integral em inglês, aqui.

***

A outra notícia vem da TV.

É que Os Simpsons já estão na 19ª. temporada (um recorde!) e continuam cada vez mais ácidos e pungentes, com um invejável vigor. Os episódios da nova temporada trazem cenas que ainda darão muito o que falar, como os seios da Pamela Anderson balançando no ar.

A família que vez por outra é censurada (e não apenas na Venezuela) por conta de seu comportamento politicamente incorreto, continua mostrando estar a frente de seu tempo. Até hoje, poucos entendem que a série não é um desenho animado para crianças.

Enquanto a maioria das emissoras a exibem no horário nobre, a Globo insiste em exibir a série em sua programação matutina destinada às crianças, no saco de gatos que é a TV Globinho.

De qualquer forma, acompanhar esta família é estar em dia com o mundo contemporâneo e, de modo crítico, entender as loucuras pelas quais passamos. Por isso e muito mais, Os Simpsons – uma ironia sofisticada e debochada da clássica família americana – devem ser assistidos e deliciados.

Uma boa semana para todos!

Thiago Mattos.

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segunda-feira, junho 12, 2006

Um negócio chamado futebol

Não precisamos mais esperar. Começou a 18ª. edição da Copa do mundo, desta vez na Alemanha. As mais importantes seleções de futebol entram em campo disputando, entre outras coisas, o título de melhor do mundo. Até aqui a disputa vai bem; o problema está entre as ‘outras coisas’.

Como todos sabemos, atualmente o futebol é um negócio altamente lucrativo. A profissionalização do esporte veio a reboque do patrocínio de empresas que se tornaram grandes corporações e movimenta hoje grandes somas de dinheiro. O jogador, que antes jogava pelo amor ao clube, hoje segue o faro de uma figura nova que virou titular: o agente ou empresário. O amor pela camisa agora tem um preço – e também um prazo. Os grandes clubes tornaram-se grandes empresas negociadoras de passes e o futebol, como um esporte puro, já não mais existe; tornou-se business.

Não há dúvidas que esse fenômeno esportivo não é privilégio do futebol, as grandes corporações entram no negócio em forma de acessórios esportivos, fabricando chuteiras, camisetas ou o que for. Qualquer outro esporte que necessite equipamentos sofre a mesma pressão. Mas o futebol tem um appeal particular.

De acordo com uma empresa de pesquisa britânica chamada Football Economics, calcula-se que 17% da população mundial acompanhará pela TV a final da Copa do Mundo; uma oportunidade de estratégia publicitária que as empresas de material esportivo aproveitarão muito bem para inchar suas receitas.

Chama a atenção também uma reportagem que saiu no Financial Times, a bíblia dos economistas, sobre um relatório de 36 páginas encomendado pelo G14 (agremiação que reúne os 18 mais importantes clubes europeus) sugerindo que a Copa do Mundo e da Europa seja realizada a cada dois anos. O relatório ainda ousa sugerir um aumento de 32 para 48 equipes presentes na Liga dos Campeões Europeus, o que faria a receita dos clubes europeus aumentar para 600 milhões de euros. Em contrapartida, os clubes brasileiros, que cada vez mais exportam seus craques, pouco tem a ganhar, já que o dinheiro girado por lá passa pouco por aqui.

Na realidade brasileira, o futebol ganha uma conotação especial e pode explicar muita coisa em termos sociológicos e antropológicos. Entretanto, devemos também atentar para os 'perigos econômicos' que usa o futebol como fachada. A comoção nacional que o futebol invoca e a identificação coletiva que ele gera merecem ser entendidas por menos fanatismo e aplicados em campos mais férteis, como a política, que acaba usando o futebol para alienar o povo e desviar as atenções. No final, o que rola em campo de mais importante torna-se secundário e passa despercebido pelos olhos de quem assiste aos jogos. Mas, e depois que o jogo acabar?


Thiago Mattos.

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quarta-feira, maio 03, 2006

Um outro primeiro de maio


O primeiro de maio na Bolívia foi um pouco diferente. O presidente Evo Morales, cumprindo uma de suas promessas de campanha, determinou através do ‘decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos’ que todas as etapas da exploração e comercialização do gás e do petróleo no país fossem nacionalizadas. As tropas do exército invadiram campos de produção, dutos, refinarias, incluindo unidades da Petrobrás para anunciar as novas medidas, acertando em cheio a cia. brasileira que tem investimentos de mais de US$1 bilhão.

Dentre os pontos frágeis do lado de cá está o consumo de gás natural do Brasil: cerca de 50% vem de lá. Outra medida aumenta a tributação sobre o gás de 50% para 82%. Além disso, o Estado boliviano assumirá o controle acionário das duas refinarias da Petrobras instaladas em Santa Cruz e Cochabamba através da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), que além de assumir a comercialização de gás e petróleo, definirá condições, volumes e preços tanto para o mercado interno quanto para exportação. Caso as empresas não aceitem as medidas, terão de deixar o país em 180 dias.

O governo brasileiro foi surpreendido e considerou grave a decisão de Morales. Há uma semana, Lula, em gesto simbólico, manchava suas mãos no petróleo anunciando a auto-suficiência da Petrobras. Agora veio o balde de água fria.

A medida de Evo Morales (essencialmente de esquerda) não era nenhuma novidade, já que constituía uma de suas plataformas de campanha. Sua intenção é a de diminuir os lucros recordes que as cias. vêm registrando a cada ano. Segundo o decreto do governo boliviano, 82% dos valores arrecadados com a venda de gás e petróleo devem ir para o Estado, ficando apenas 18% para as empresas.

Analistas do mundo inteiro consideram a medida precipitada; possivelmente o povo brasileiro sofrerá tanto com o aumento do preço quanto com o racionamento de gás futuramente. Ao contrário do que muitos hermanos possam pensar, estamos muito longe de exercermos um papel imperialista na América do Sul. Milhões de pessoas vivem no Brasil em condições de miséria. O mais importante de toda essa discussão é tanto Brasil quanto Bolívia lembrarem que a união dos povos da América Latina é uma arma vital para enfrentar o real imperialismo que vem lá de cima e fortalecer cada um dos povos de cada um dos países.

Thiago Mattos.

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