Os 200 anos que mudaram o mundo
Do site http://www.gapminder.org
Thiago Mattos
Marcadores: economia, história, jornalismo, saúde, tecnologia
ESSE É O SANGUE BOM!
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Recentemente, a Organização Mundial de Comércio (OMC) autorizou o Brasil a retaliar os Estados Unidos com o reajuste de preços de uma série de produtos importados de lá – em alguns casos o aumento pode chegar a 100%. Isso por conta dos prejuízos causados à economia brasileira pelo subsídio que o governo dos EUA concede aos seus produtores de algodão. Mas se teremos peito para encarar mesmo essa disputa, aí já é outra questão.
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Foi retirada na França a polêmica campanha anti-fumo, que mostrava jovens em posições que sugeriam o sexo oral um tanto quanto forçado. Eles estavam ajoelhados diante de um adulto com um cigarro na boca. O slogan da campanha dizia "fumar significa ser um escravo do tabaco".Marcadores: propaganda, saúde
Apesar de toda praticidade e do baixo preço, os macarrões instantâneos ainda deixam muito a desejar. É o que mostra uma pesquisa do Pro Teste, órgão da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, que testou dez marcas do produto e concluiu que toda a conveniência esconde riscos à saúde. De acordo com a pesquisa, os macarrões instantâneos são ricos em gordura e aditivo para realçar o sabor. Chamou a atenção, inclusive, o altíssimo teor de sódio encontrado nos macarrões; alguns dos produtos alcançam quase 100% do que um adulto deveria consumir em um dia.
A pesquisa também ressaltou um ponto curioso: a razão pela qual o macarrão instantâneo é tão rapidamente preparado deve-se ao fato de ser pré-cozido e depois perder água em um processo de fritura – o que muita gente ignora, já que essa informação não vem escrita no rótulo.
Além disso, os macarrões instantâneos (sem o tempero) possuem, em média, cinco vezes mais gordura do que o macarrão tradicional, que por sua vez ainda é mais barato que o instantâneo. Em outras palavras, a vantagem do macarrão tradicional em relação ao instantâneo é nutricional e econômica.
Para se ter uma ideia do tamanho do problema, enquanto a legislação europeia estabelece o limite de 10g/kg para o glutamato monossódico (aditivo que realça o sabor), no Brasil o menor valor encontrado em uma marca é de 54g/kg e o maior valor chega a 242,4g/kg. Como trata-se de uma substância maléfica à saúde, a pesquisa não recomenda o consumo do produto, principalmente para as crianças. E mesmo para o consumo eventual, deve-se maneirar no tempero.
Thiago Mattos.
PS: Publicado no Momento On Line
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A nova campanha do Ministério da Saúde traz uma questão interessante: as imagens chocantes impressas nos maços de cigarro conseguem, afinal, atingir seus objetivos? Alguém realmente deixa de fumar de tanto ver fetos podres, pulmões estragados, cabeças abertas ensangüentadas, etc. etc. etc? Não tenho tanta certeza.
Os fumantes (de maneira geral) sabem dos riscos do cigarro à saúde, mas as informações sobre tais malefícios não fazem (por si só) alguém parar de fumar.
Todos já sabem que “este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas” mas o vício e o prazer de fumar acabam falando mais alto.
Então qual é o verdadeiro impacto causado pelas referências ao aborto espontâneo, derrame, envelhecimento precoce, impotência sexual (entre outros problemas)?
De qualquer forma, a nova campanha está aí, amparada por números e números.
200 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência de doenças associadas ao tabaco - o que gera uma despesa de R$ 400 milhões por ano somente em atendimento médico. O Brasil tem cerca de 23 milhões de fumantes. Faça você mesmo as contas.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defende ainda a taxação dos cigarros, já que o preço no Brasil é um dos mais baixos no mundo. Para se ter uma idéia, um maço de cigarros na França custa em média € 5 (quase R$ 15). Além disso, uma medida ainda sem data para ser votada no Congresso quer proibir o fumo em ambientes fechados.
Mas fica a pergunta que não quer calar: se não informação, fortes imagens ou o que mais vier para esclarecer e alertar os malefícios do cigarro, o que realmente é preciso para parar?
Thiago Mattos.