sexta-feira, abril 23, 2010

Os 200 anos que mudaram o mundo


Os últimos 200 anos mudaram o mundo. É o que mostra o vídeo apoiado num incrível infográfico, comparando a situação de todos os países do mundo desde 1809. Mesmo para quem "arranha" no inglês, as legendas ajudam. É uma grande aula!

Do site http://www.gapminder.org

Thiago Mattos

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quarta-feira, dezembro 09, 2009

Twitter e Facebook: caindo dentro!

Pelo que já se mostra esse finalzinho de ano, 2010 será um ano bem diferente e inesperado. Diante de tantos novos desafios, resolvi me render a duas tecnologias pelas quais guardava uma certo receio: twitter e facebook. Minha pergunta central sempre foi: Há realmente tanto para se dizer?

Então, vamos ver se twitter e facebook estão com tudo mesmo, conforme dizem.

Sigam-me os bons!

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Facebook: http://www.facebook.com/thmattos

Thiago Mattos

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quarta-feira, agosto 26, 2009

Microsoft embranquece na Polônia

Por mais que queiramos o contrário, a questão racial - a discriminação e o preconceito - insite em ser uma polêmica atual. Um episódio recente nos lembra o quanto o assunto ainda rende.

Esta semana, a Microsoft pediu desculpas pela alteração de um negro por um branco em um anúncio veiculado na Polônia.

Exibida inicialmente nos EUA, a propaganda mostrava dois homens (um asiático e um negro) e uma mulher (branca) sentados à mesa de reunião. Com uma diversidade étnica no visual e o seguinte
slogan: "Capacitar seu pessoal, com as ferramentas de informática que eles precisam".

Quando chegou à Polônia, a mesma imagem havia sido alterada de modo simplório, removendo apenas o rosto do negro (deixando seu corpo na mesma postura) e o substituindo pelo rosto de um branco. A colagem é clara e não deixa mentir.

Muitas têm sido as manifestações de quem não vê ali qualquer sinal de racismo, mas apenas uma adaptação à realidade polonesa. Seguindo esse raciocínio, não seria de bom gosto mostrar etnias diferentes das que compõem o lugar de destino de uma propaganda. Assim, apenas judeus barbudos devem estar nos anúncios que vão para Israel, somente mulheres de burka na publicidade islâmica, só orientais nas propagandas da Ásia e apenas negros podem ser vistos na África.

Isso seria praticamente uma versão globalizada do apartheid, onde os diversos povos deste planeta não comprariam um produto representado por um "estranho", ou seja, alguém que não represente os padrões de beleza exigido pelos países globalizadores.

Ora bolas, qual o problema de mostrar índios na Rússia, brancos no Marrocos, japoneses na Itália ou negros na Polônia? Somos todos humanos! Sentimos da mesma forma a dor e o prazer. Um produto que queira ser reconhecido como internacional usa essa diversidade ao seu favor, mostrando o poder da sua marca, e não a restringindo.

O tempo inteiro somos bombardeados por um repertório de anúncios que não necessariamente se encaixam em nossa realidade. A globalização, quando é feita no sentido contrário parece incomodar. Assistimos à reality shows, ouvimos música americana e comemos hambúgueres, queremos bolsas italianas e perfumes franceses, compramos tecnologia japonesa... e tudo isso sem reclamar!


A justificativa de quem não vê racismo algum na "adaptação" não se sustenta, até porque o oriental continua lá na foto. É lamentável que um problema sério ainda seja desmerecido como uma mania de perseguição ou vitimização utilitarista. Qualquer forma de racismo deve ser combatida de forma séria e tenaz.

A mensagem inical da Microsoft que mesclava a foto e o slogan tinha tudo para servir de exemplo de como as diversas etnias se encaixam bem na ideia das "ferramentas", cada uma com a sua importância. Mas, infelizmente, o anúncio se tornou um exemplo de que o racismo ainda vive, por mais que tentemos negá-lo.

Thiago Mattos.

PS: Os outros anúncios mostrados ao longo do texto são também exemplos claros de racismo. O xampu que "conserta" os cabelos rebeldes; o sabonete que chama o menino negro de sujo e o pergunta por que ele não se lava com o sabonete Vinolia; e a publicidade de um achocolatado francês (utilizada desde 1915) que recentemente considerada racista e retirada de circulação.

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quarta-feira, outubro 10, 2007

Boas idéias

Genial! Não há melhor palavra para definir a louvável iniciativa da banda inglesa Radiohead, que a partir de hoje disponibiliza para download seu novo álbum In Rainbows pela quantia de £quanto-você-quiser-pagar. Isso mesmo, quanto você quiser!

A sacada da banda deixou de cabelo em pé os executivos da indústria musical, até porque iniciativas como esta já haviam sido tomadas por outras bandas como The Charlatans, e ao que tudo indica será mesmo o destino de outras tantas, como Oasis e Jamiroquai.

A empreitada aventureira não tem nada de ingênua e tem tudo para dar certo. Ao que tudo indica, o Radiohead faturará ainda mais do que se ainda estivesse atrelado às garras gananciosas de uma grande gravadora – somente a pré-publicidade em torno do lançamento já foi capaz de lhes gerar uma pequena fortuna.

Eu mesmo já comprei meu álbum, não tanto pela música (que poderia conseguir de graça numa questão de horas), mas principalmente pela oportunidade de participar e aplaudir esta iniciativa histórica.

Quem acompanha os rumos da indústria musical sabe que não dá mais para jogar o mesmo jogo com as regras antigas. O mundo está mudando e a indústria também precisa mudar, ou não sobreviverá – a constante queda na venda de CDs não deixa dúvidas.

Pôr a culpa na pirataria então, nem se fala. Não dá mais para engolir essa hipocrisia. Quando não existia Internet já podíamos gravar nossas músicas preferidas em fitas cassetes, seja de um LP emprestado ou diretamente da rádio, e isso não era considerado pirataria nenhuma. O que acontece hoje é a mesma coisa, só que numa escala infinitamente maior e com uma qualidade extremamente superior.

Ter a possibilidade de acessar a uma nova informação, descobrir uma banda de um lugar que nunca se poderia imaginar que existe, tudo isso sem sair de casa é ou não é o máximo? Por que não abraçar isso?

Quem escreve isso é uma pessoa que ama música, respira música, faz música e musica música. Também quando tiver minhas músicas gravadas vou permitir que façam cópias, que a divulguem, que a espalhem como um vírus, porque sei que isso, apesar de não ser do interesse das grandes gravadoras, é bom para o artista. Há mais coisas envolvidas neste jogo; principalmente quando há uma corporação que morde boa parte da quantia que o artista deveria receber.

Quem compra uma música não compra o som, nem o material físico; mais que isso, compra uma idéia. E a idéia não fica velha, não desbota nem arranha. A idéia não tem preço: está por toda a obra e é indivisível, ou você compra aquela idéia ou não – e muitas vezes as idéias não cobram nada por isso.

Boas idéias, é disso o que precisamos.

Thiago Mattos.

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segunda-feira, março 20, 2006

Me dá seu orkut?

Ok, você venceu! Batata frita! É assim que me sinto conforme vou me deixando seduzir pouco a pouco pelas vicissitudes tecnológicas. Primeiro foi o celular: durante um bom tempo eu me recusava a andar por aí carregando um tamagochi que além de falar também faz você falar onde você está. Até que um dia me rendi ao uso do maldito. Rapaz, passei por cada situação...

Depois veio o imeiu. “Cara, você não tem e-mail? Ta por fora, hein!” Era o que me diziam (familiar isso?), então tinha que arrumar o tal. Ninguém mais me escrevia cartas, (e olha que eu recebia cada carta de dar inveja a locutor de programa de rádio AM). Assim, eu também fui parando de escrevê-las, de tanto que era bombardeado pela propaganda do imeiu. Aí, veio o famoso messenger. “Mermão, tu tem que ter! É chuchu beleza, funciona que é uma maravilha! Pá pum, rapidim”.

Agora, esse negócio de orkut, francamente hein... Imagina só: uma vitrine virtual exibindo quem você é, do que você gosta, do que você não gosta, do que você – além de não gostar – odeia, quem são seus amigos, seus inimigos, onde você vai, se você bebe, se você fuma, se você cheira, putaquiupariu! Sai pra lá! Que que é isso, minha gente? Todos querem os seus 15 minutos de fama, todos querem ser importantes e mostrarem como são únicos, como são especiais por gostarem de música gótica espanhola, lerem Fitzgerald e comerem rúcula. Que carência é essa?

“Viu o que ele escreveu pra mim, Gertrudes?”

“Menina, se a Zilcreide ler aquilo tu tá fritinha da silva”

E olha que eu não estou nem tocando na questão política disso. A coisa fica feia mesmo quando a gente pensa que mesmo vivendo em plena era do “Sorria, você está sendo filmado” a gente quer mais é aparecer bem na fita, ali atrás da repórter. “Galvão, filma nóis!”. A gente quer mais é mostrar que existe, sonhamos em sermos os próximos a aparecer na revista Caras, nos desesperamos para sermos sorteados no Big Brother Brasil.

Essa alienação voluntária no maravilhoso mundo do controle social camufla um estilo de vida servil à uma idéia que não é nossa, compramos gato por lebre sem percebermos ou nos questionarmos o que tem por trás disso, sem essa de teoria da conspiração mas toda essa exacerbação da imagem e da individualidade não faz ninguém especial. Ao contrário, somos só mais uma ovelha no meio de um rebanho subjugado, dominado e cego. O problema é que com todo esse glamour anestésico fica difícil qualquer acorrentado se libertar da confortável caverna de Platão.

Thiago Mattos

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sexta-feira, março 03, 2006

Vai que você não entende...

Coisa pra falar é o que não falta. E não falta meeeesmo! É só abrir os jornais de qualquer cidadezinha do interior ou sair pelas ruas percebendo a história acontecendo. Gente pra falar também não; todos falam de tudo, impostando uma propriedade harvardiana, argumentos cheios de estatísticas bradados irrefutavelmente.

Bom, se tem coisa à beça pra ser falada e gente que nem doido pra falar, por que é que euzinho da silva vou ficar de fora? Nananinanão! Também quero a parte que me cabe desse latifúndio virtual chamado internet.

E por falar em internet (olha quem fala) é no mínimo admirável (e no máximo aterrorizante) essa mudança interativa por qual passamos nós, usuários dependentes e incuráveis. Mudança essa que já mostra claros sinais nas relações pessoais (se é que isso pode ser assim chamado) que acontecem virtualmente.

Se você tem fotolog, orkut, messenger, blog, site, email, o raio que o parta, você corre sérios riscos de ser vítima do desentendimento virtual. É isso mesmo! Conheço um monte que sofre desse mal diariamente, eu mesmo já terminei um namoro por causa disso e sei de pessoas que perderam o emprego, amigos, até dinheiro por causa do desentendimento virtual.

O camarada tá ali batendo um papinho inofensivo no messenger até que chega uma hora que ele não entende exatamente o que o outro quis dizer quando não disse nada e já parte pra agressão. E se a titular vê no orkut um recadinho da sua ex dizendo “Oi, gostoso! Já achei sua cueca que você deixou aqui ontem a noite”, na melhor das hipóteses o tempo já fecha. Uma foto perigosa que foi postada pode denunciar o que nunca houve. A resposta de uma informação que você pede por e-mail pode ter uma P.A. de interpretações diferentes, será que você vai escolher a certa?

Qualquer passo em falso pode ser uma boa isca para o desentendimento virtual. Desconfie principalmente de textos sobre o tema. Vai que você não entende...

Thiago Mattos

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