Os 200 anos que mudaram o mundo
Do site http://www.gapminder.org
Thiago Mattos
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ESSE É O SANGUE BOM!
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O site dos Repórteres Sem Fronteiras mapeou a liberdade de imprensa pelo mundo, atribuindo cores aos países, que escurecem quanto mais problemas a imprensa enfrentar.Marcadores: censura, imprensa, jornalismo, liberdade de imprensa
Na última segunda-feira (25), o editor-chefe do jornal britânico The Guardian, Alan Rusbridger, deu uma resposta à altura para a campanha ferrenha do bilionário Rupert Murdoch de introduzir formas de cobrança nos sites de notícia.Segundo Rusbridger, a cobrança universal pelo conteúdo desses sites acabaria por tirar a indústria jornalística da revolução digital que está permitindo, como nunca, o engajamento entre os leitores e os jornais. Ele defende um diferente modelo de negócio, que leve em conta um acesso majoritariamente grátis, onde haveria cobranças apenas em alguns casos – como conteúdos especiais, por exemplo.
Numa outra ponta da discussão está Murdoch e seu império da comunicação, que inclui, entre outros, The Wall Street Journal e The Times. Murdoch já anunciou para ainda este ano a cobrança nas versões online dos dois jornais anteriormente citados. Seu maior argumento é que “jornalismo de qualidade não é barato”. Ao que Rusbridger, o defensor das notícias grátis, responde lembrando o corte no preço dos jornais promovido deliberadamente por Murdoch, para vencer seus competidores.
Esta é uma discussão atualíssima e deve interessar a todos que se relacionam com meios de comunicação, a todos que vendem ou consomem notícias. As decisões que estão prestes a ser tomadas, e o modo como serão recebidas, podem afetar a vida de todos nós.
Recentemente, The New York Times também optou pelo modelo da cobrança de conteúdo, que será feito a partir de 2011. Ao que tudo indica, a cobrança pelo conteúdo da versão online do jornal nova-iorquino se dará por um aplicativo produzido pela Apple – que acabou de anunciar o seu iPad, uma espécie de “I-Phonão” que permitirá, entre outras coisas, a leitura de jornais e revistas com uma incrível qualidade visual.
O certo é que muita coisa está acontecendo e precisamos ficar atentos. Consumimos e somos engolidos pelas mais diversas mídias – TV, jornais, revistas, rádios, vídeo-games, propagandas, internet, celulares. Em meio a tudo isso, cobrar pelo que pode ser obtido de graça é, no mínimo, oportunista.
Nesse fim da primeira década deste começo de milênio, é cada vez mais fácil obter informação de qualquer tipo. Mais que uma aposta segura – há uma torcida – para que Murdoch esteja errado. E que assim continue a livre circulação do conhecimento.
Thiago Mattos.
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da Redação do Portal IMPRENSA
O representante do Comitê de Proteção aos Jornalistas, Mike O'Connor, declarou, na última sexta-feira (24), ao jornal La Jornada, que os repórteres mexicanos das regiões mais afetadas pelo tráfico de drogas vivem como correspondentes de guerra no próprio país.
Experiente correspondente de conflitos armados, O'Connor lembrou que lugares como Chihuahua, Michoacán e Sinaloa fazem parte da linha de frente na guerra do tráfico. "Ali, os jornalistas que abordam o tema do tráfico de drogas vivem com temor", disse O'Connor ao jornal.
Segundo a agência Inter Press Service, "não há nenhuma instituição mexicana ou estrangeira que não tenha alertado nos últimos meses a grave situação que atravessa o exercício do Jornalismo".
A ONG Manuel Buendía contabilizou 17 jornalistas mortos entre 2008 e o primeiro semestre deste ano, de acordo com seu informe anual apresentado em 21/07. Esses números transformam o México na segunda nação mais perigosa do mundo para a imprensa, atrás apenas do Iraque.
Desde que chegou ao poder em dezembro de 2006, o presidente Felipe Calderón iniciou uma luta aberta ao tráfico de drogas, com o uso de mais de 12 mil soldados e policiais, o que acabou aumentando a violência relacionada ao crime organizado.
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da Redação do Portal IMPRENSA
Com o lançamento oficial de uma nova rede de blogs, batizada de ChicagoNow, além da contratação de blogueiros inovadores, o grupo Chicago Tribune Media pretende usar a inovação para fugir das conseqüências da crise financeira que atinge os veículos de comunicação dos Estados Unidos.
Desde o lançamento de sua versão beta (de testes) em maio, o ChicagoNow contém mais de 60 blogs que falam sobre assuntos de interesse dos moradores de Chicago. "Pensamos nisso como uma praça online para a Chicago de agora - a cidade que deu um presidente ao mundo e pode sediar uma Olimpíada", informa a página da rede.
Tracy S. Schmidt, diretora-executiva do ChicagoNow, disse ao Journalism.co.uk que a ideia é atingir rapidamente um novo público online e local. "Não vamos atingir esse público com o ChicagoTribune.com, então criamos um site que vai falar para uma variedade de leitores", disse.
O site é formado por uma rede de colaboradores, contratados pela empresa por terem destaque em seus blogs pessoais, além de celebridades locais que receberam um treinamento para blogar. Leitores do Chicago Tribune também tiveram sua chance e muitos dos que se ofereceram para fazer parte da rede foram aceitos.
Outros 20 blogs serão adicionados no próximo mês (quando acontecerá o lançamento oficial do ChicagoNow) e há planos para mais. O grupo está fazendo experiências para promover os blogs por outros veículos como rádio e TV.
Segundo Schmidt, o alvo é duplo: atingir novos leitores online e prover mais conteúdo para os já existentes. Além disso, há um objetivo comercial: cada blogueiro tem seu próprio editor e é pago pelo conteúdo publicado.
"O ChicagoNow será um sucesso? Ele já é. Para Julho, estamos esperando receber um milhão de visitas no mês. Isso em menos de dois meses após lançar a versão beta e antes de termos feito qualquer marketing formal. Temos muito trabalho a fazer nos próximos meses, mas não podíamos ter tido um começo melhor", conclui Schmidt.
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Comentário no Twitter leva imobiliária a processar internauta em ChicagoA internauta Amanda Bonner, moradora de North Side Uptown, em Chicago, está sendo processada pela Horizon Group Management, empresa que administra o prédio onde mora, em razão de um comentário feito pelo serviço de microblog Twitter, segundo informa o site CBS 2.
"Quem disse que dormir num apartamento mofado é ruim para você?. A imobiliária Horizon acha que tudo bem", comentou Bonnen em sua página no último dia 12/05.
A Horizon alega que o comentário de Bonnen é público e difama a empresa para todos que a seguem no Twitter. Na ação, a imobiliária pede indenização por danos morais no valor de US$ 50 mil por considerar ter tido sua reputação prejudicada com o comentário.
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Por Thiago Mattos/Colaboração ao Portal IMPRENSA
No último dia 16/07, o radialista Nilson Luiz, da Rádio Itapoan, de Salvador (BA), foi atingido por uma garrafa no estádio dos Aflitos, em Recife (PE), durante a coletiva do técnico do Vitória, Paulo César Carpegiani, em jogo realizado contra o Náutico.
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| O radialista Nilson Luiz |
Segundo Nilson, o estádio é muito inseguro, pequeno e não dispõe de estrutura para jogos da série A. O radialista afirmou que não havia mais policiamento dentro do estádio na hora em que foi atingido. "Foi uma palhaçada", declarou. "Não tive atendimento médico de ninguém do Náutico ou do estádio. O médico do Vitória me prestou socorro."
A assessoria de imprensa do Náutico afirmou que o responsável pelo incidente já foi detido e assumiu toda a culpa. No entanto, o clube ainda pode ser penalizado de acordo com o artigo 213 do Código de Justiça Desportiva por "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto".
Caso condenado, o Náutico pode perder o mando de campo de até dez partidas, além de pagar multa que pode chegar a R$ 200 mil.
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Nem a notícia de que o príncipe levado não vai mais à guerra, nem a demissão de Paul Wolfowitz do Banco Mundial (bom exemplo para alguns de nossos políticos que cismam em promover os seus), nem outra descoberta de mais esquemas de corrupção envolvendo nomes de parlamentares subornados a liberar verbas para obras irregulares, muito menos a proposta desesperada do governo sugerindo dar dinheiro como prêmio aos alunos de escola pública que passem de ano.
Nada tem me chamado mais atenção do que o fenômeno dos blogs impulsionados pela revolução silenciosa que se forja na Internet, mudando hábitos e determinando toda uma nova cultura moderna e dinâmica.
A qualidade de muitos desses blogs - seja em qual língua for - desafia e compete com as mais conceituadas agências de notícias, já que, por estarem fora dos grandes veículos de comunicação, providenciam um diferencial inigualável no olhar sobre as coisas. A Internet tem permitido que essa diversidade de olhares se expresse e interaja com uma força nunca vista antes - a tão falada web 2.0.
As grandes corporações detentoras da verdade – por aqui apelidadas de imprensalão - estão de cabelo em pé, pois o monopólio sobre os fatos escorrega de suas mãos de maneira rápida e irreversível. Nada pode ser mais atraente do que um mesmo mundo com seus diversos olhares e contribuições.
Eu mesmo, quando quero ler sobre uma notícia na Internet, raramente vou correndo aos jornais – e nunca somente a eles. Fanzineiro antes mesmo de me tornar um blogueiro, leio os blogs hoje como quem lia os fanzines tempos atrás. O cheiro artesanal não é o mesmo mas a essência punk do-it-yourself se mantém. Só que agora em maior escala.
A dedicação impagável de pessoas comprometidas apenas em democratizar a informação, suas contribuições dentro dessa revolução silenciosa feita por cada um de nós em tempo real, as vozes que potencializam e cada interferência ativa nossa no processo, enfim, o papel dos blogueiros está mudando o mundo.
E duvido que nos exigirão diplomas pra isso.
Thiago Mattos.
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