sexta-feira, abril 23, 2010

Os 200 anos que mudaram o mundo


Os últimos 200 anos mudaram o mundo. É o que mostra o vídeo apoiado num incrível infográfico, comparando a situação de todos os países do mundo desde 1809. Mesmo para quem "arranha" no inglês, as legendas ajudam. É uma grande aula!

Do site http://www.gapminder.org

Thiago Mattos

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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

René Descartes envenenado

Uma nova teoria universitária questiona a causa mortis de um dos maiores filósofos e matemáticos de todos os tempos.

René Descartes não teria morrido de pneumonia, mas envenenado com uma hóstia por um padre católico, François Viogué. A polêmica foi levantada pelo universitário alemão Theodor Ebert no seu estudo Der rätselhafte Tod des René Descartes ("A morte misteriosa de René Descartes", livre tradução).

De acordo com a versão oficial, Descartes morreu de pneumonia durante uma visita à rainha sueca em Estolcomo, em 1650. Mas Ebert voltou aos arquivos da época para desenterrar informações acerca da morte do filósofo. Segundo ele, os sintomas da morte - vertigens, dor de estômago e sangramento na urina - vêm de uma hóstia que continha arsênico.

Mas por que o padre mataria Descartes? Por razões religiosas, sustenta a teoria. Em 1648, o padre informou seus superiores no Vaticano que a rainha Christine, protestante, era suscetível de se converter ao cristianismo. Ebert explica que Descartes não concordava totalmente com os dogmas católicos. A própria transubstanciação (princípio no qual o corpo de Cristo é ingerido através da hóstia e seu sangue através do vinho) era incompatível com o pensamento do filósofo.

Assim, o padre teria visto em Descartes um obstáculo à conversão da rainha, que finalmente abandonou a coroa e se converteu ao catoliscismo. Ebert sustenta sua teoria através de correspondências entre a rainha sueca e o embaixador francês em Estolcomo. Descoberta incrível ou sensacionalismo?

Thiago Mattos.

Fonte: http://www.lefigaro.fr/culture/2010/02/18/03004-20100218ARTFIG00678-rene-descartes-est-il-mort-empoisonne-.php

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terça-feira, julho 14, 2009

Liberté, Égalité, Fraternité

O dia 14 de Julho é comemorado na França como um dos mais importantes feriados nacionais, celebrando a queda da Bastilha (prisão símbolo do absolutismo da época) em 1789. A data marcou o início da Revolução Francesa e trouxe os ideiais da nova nação que ali surgia: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Hoje quem visita Paris a procura da famosa prisão encontra uma estação de metrô batizada com o mesmo nome e uma praça com um monumento em forma de um enorme pilar com um anjo dourado no topo. E só.

É certo que por onde se ande em Paris, respira-se história, mas a pergunta é inevitável: o quanto da Revolução Francesa, de tudo o que ela representou, realmente vingou?

O quanto da liberdade, da igualdade e da fraternidade ainda há na França de hoje?


O desfile militar no Champs Elysée, os fogos de artifício, as crianças plantando uma árvore e os amigos se reunindo para comer e celebrar, tudo isso é feito para relembrar a todos a importância da Revolução e das lutas para a formação da identidade nacional tal qual ela é hoje, mas o que ficou disso tudo quando olhamos para a realidade em que hoje se encontra o país?

A identidade francesa hoje está em conflito, os problemas já são outros. Um bom filme lançado recentemente aborda a questão das diferenças étnicas, culturais e sociais que hoje vive o país. Entre Les Murs (Entre os Muros da Escola, em português) vale a pena ser visto.

A colcha de retalhos que atualmente é a França compõe-se de uma diversidade de povos e cultura muitas vezes em choque e num impasse. De qualquer forma, o país é um laboratório social vivo, fascinante e cheio de história. Seja lá o que ficou da Revolução, embora o que se veja hoje pareça ainda distante, vale a pena lembrar do significado do sonho de homens livres, iguais e fraternos.

Thiago Mattos.

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