quarta-feira, junho 16, 2010
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
René Descartes envenenado
Uma nova teoria universitária questiona a causa mortis de um dos maiores filósofos e matemáticos de todos os tempos.René Descartes não teria morrido de pneumonia, mas envenenado com uma hóstia por um padre católico, François Viogué. A polêmica foi levantada pelo universitário alemão Theodor Ebert no seu estudo Der rätselhafte Tod des René Descartes ("A morte misteriosa de René Descartes", livre tradução).
De acordo com a versão oficial, Descartes morreu de pneumonia durante uma visita à rainha sueca em Estolcomo, em 1650. Mas Ebert voltou aos arquivos da época para desenterrar informações acerca da morte do filósofo. Segundo ele, os sintomas da morte - vertigens, dor de estômago e sangramento na urina - vêm de uma hóstia que continha arsênico.
Mas por que o padre mataria Descartes? Por razões religiosas, sustenta a teoria. Em 1648, o padre informou seus superiores no Vaticano que a rainha Christine, protestante, era suscetível de se converter ao cristianismo. Ebert explica que Descartes não concordava totalmente com os dogmas católicos. A própria transubstanciação (princípio no qual o corpo de Cristo é ingerido através da hóstia e seu sangue através do vinho) era incompatível com o pensamento do filósofo. Assim, o padre teria visto em Descartes um obstáculo à conversão da rainha, que finalmente abandonou a coroa e se converteu ao catoliscismo. Ebert sustenta sua teoria através de correspondências entre a rainha sueca e o embaixador francês em Estolcomo. Descoberta incrível ou sensacionalismo?
Fonte: http://www.lefigaro.fr/culture/2010/02/18/03004-20100218ARTFIG00678-rene-descartes-est-il-mort-empoisonne-.php
quarta-feira, abril 01, 2009
Primeiro de Abril
O tema da verdade versus mentira sempre interessou a muitos filósofos e poetas.Mario Quintana escreveu que a mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer; John Lennon cantava que tudo o que queria era a verdade.
Platão buscava a verdade essencial das coisas. A verdade platônica separou o mundo dos sentidos do mundo das ideias e fez escola entre os filósofos. Mais tarde, inaugurando a modernidade, Descartes estabelece que o ato de duvidar dos sentidos ou questionar verdades até então inquestionáveis – cogitar, por si só – já é uma prova da existência. Penso, logo existo.
O primeiro dia de Abril é lembrado em muitos países como o Dia da Mentira (Dia dos Tolos, em alguns lugares). Talvez seja um bom momento de refletir sobre o assunto. É possível vivermos somente de verdade? Afinal, qual a importância da mentira no mundo?
Em uma entrevista publicada recentemente no Estado de S. Paulo, o psiquiatra Flavio Gikovate pondera. Diferencia os dois tipos de mentiras e defende a ideia de que a verdade, quando maldosa e agressiva, nem sempre é a melhor opção.
Verdades e mentiras sempre fizeram parte da jornada humana, seja no cotidiano banal das vidas mais simples, seja nos grandes feitos da História. O tema é rico e universal.
O certo é que onde há homens, há dúvidas e há mentiras – Ah, e também há um pouco de verdade.
Thiago Mattos.
Marcadores: filosofia


