sábado, setembro 19, 2009

Google Fast Flip quer acalmar a grande imprensa

O Google lançou na última segunda-feira (14) o Fast Flip, um novo serviço que permitirá a leitura de páginas com as notícias mais recentes e os temas e manchetes mais populares.

O modelo, ainda em teste, tenta lembrar as páginas impressas das publicações, dando ao internauta a sensação dinâmica de estar folheando as páginas on line.

No entanto, só é possível ler parte do conteúdo disponibilizado ali; para ter acesso à versão integral de uma matéria, é necessário clicar no site onde ela foi inicialmente publicada.

Dezenas de editoras fecharam parceria com o Google para o projeto, que conta com publicações como The New York Times, The Washington Post, Newsweek, BBC, Esquire, Slate, entre outros.

Com o Fast Flip, a intenção do Google é justamente de acalmar os ânimos da cambaleante "grande imprensa", que vêm reclamando por conta do Google News, serviço que agrupa as notícias mais populares por temas.

O Google News estaria, segundo a indústria jornalística, desencorajando os leitores a navegar pelos sites onde as notícias foram originalmente produzidas.

É bom lembrar que o Google vem trabalhando no desenvolvimento do que pode vir a ser a menina dos olhos da indústria dos jornais. É um projeto de cobrança de conteúdos informativos publicados na rede e pode ficar pronto até janeiro de 2010.

Num contexto onde as publicações ainda parecem indecisas sobre a decisão de disponibilizar ou não seus conteúdos, é bom ficarmos atentos ao que o futuro nos reserva. Mas isso é uma discussão para um outro dia.

Thiago Mattos.

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quarta-feira, julho 29, 2009

Colaboração no Portal Imprensa: Jornalistas mexicanos vivem como correspondentes de guerra no próprio país

Esta matéria foi inspirada numa nota publicada pelo Knight Center for Journalism sobre a situação dos jornalistas no México. Pesquisei um pouco mais e adicionei outros dados. Segue o texto:

Jornalistas mexicanos vivem como correspondentes de guerra no próprio país

da Redação do Portal IMPRENSA

O representante do Comitê de Proteção aos Jornalistas, Mike O'Connor, declarou, na última sexta-feira (24), ao jornal La Jornada, que os repórteres mexicanos das regiões mais afetadas pelo tráfico de drogas vivem como correspondentes de guerra no próprio país.

Experiente correspondente de conflitos armados, O'Connor lembrou que lugares como Chihuahua, Michoacán e Sinaloa fazem parte da linha de frente na guerra do tráfico. "Ali, os jornalistas que abordam o tema do tráfico de drogas vivem com temor", disse O'Connor ao jornal.

Segundo a agência Inter Press Service, "não há nenhuma instituição mexicana ou estrangeira que não tenha alertado nos últimos meses a grave situação que atravessa o exercício do Jornalismo".

A ONG Manuel Buendía contabilizou 17 jornalistas mortos entre 2008 e o primeiro semestre deste ano, de acordo com seu informe anual apresentado em 21/07. Esses números transformam o México na segunda nação mais perigosa do mundo para a imprensa, atrás apenas do Iraque.

Desde que chegou ao poder em dezembro de 2006, o presidente Felipe Calderón iniciou uma luta aberta ao tráfico de drogas, com o uso de mais de 12 mil soldados e policiais, o que acabou aumentando a violência relacionada ao crime organizado.

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Colaboração no Portal Imprensa: Chicago Tribune aposta em interatividade para fugir da crise

Esta é uma matéria inspirada numa reportagem publicada no site Journalism.co.uk escrita e traduzida por mim, com a edição da Thais Naldoni. Segue o texto:

da Redação do Portal IMPRENSA

Com o lançamento oficial de uma nova rede de blogs, batizada de ChicagoNow, além da contratação de blogueiros inovadores, o grupo Chicago Tribune Media pretende usar a inovação para fugir das conseqüências da crise financeira que atinge os veículos de comunicação dos Estados Unidos.

Desde o lançamento de sua versão beta (de testes) em maio, o ChicagoNow contém mais de 60 blogs que falam sobre assuntos de interesse dos moradores de Chicago. "Pensamos nisso como uma praça online para a Chicago de agora - a cidade que deu um presidente ao mundo e pode sediar uma Olimpíada", informa a página da rede.

Tracy S. Schmidt, diretora-executiva do ChicagoNow, disse ao Journalism.co.uk que a ideia é atingir rapidamente um novo público online e local. "Não vamos atingir esse público com o ChicagoTribune.com, então criamos um site que vai falar para uma variedade de leitores", disse.

O site é formado por uma rede de colaboradores, contratados pela empresa por terem destaque em seus blogs pessoais, além de celebridades locais que receberam um treinamento para blogar. Leitores do Chicago Tribune também tiveram sua chance e muitos dos que se ofereceram para fazer parte da rede foram aceitos.

Outros 20 blogs serão adicionados no próximo mês (quando acontecerá o lançamento oficial do ChicagoNow) e há planos para mais. O grupo está fazendo experiências para promover os blogs por outros veículos como rádio e TV.

Segundo Schmidt, o alvo é duplo: atingir novos leitores online e prover mais conteúdo para os já existentes. Além disso, há um objetivo comercial: cada blogueiro tem seu próprio editor e é pago pelo conteúdo publicado.

"O ChicagoNow será um sucesso? Ele já é. Para Julho, estamos esperando receber um milhão de visitas no mês. Isso em menos de dois meses após lançar a versão beta e antes de termos feito qualquer marketing formal. Temos muito trabalho a fazer nos próximos meses, mas não podíamos ter tido um começo melhor", conclui Schmidt.

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Colaboração no Portal Imprensa: Comentário no Twitter leva imobiliária a processar internauta em Chicago

A internauta Amanda Bonner, moradora de North Side Uptown, em Chicago, está sendo processada pela Horizon Group Management, empresa que administra o prédio onde mora, em razão de um comentário feito pelo serviço de microblog Twitter, segundo informa o site CBS 2.

"Quem disse que dormir num apartamento mofado é ruim para você?. A imobiliária Horizon acha que tudo bem", comentou Bonnen em sua página no último dia 12/05.

A Horizon alega que o comentário de Bonnen é público e difama a empresa para todos que a seguem no Twitter. Na ação, a imobiliária pede indenização por danos morais no valor de US$ 50 mil por considerar ter tido sua reputação prejudicada com o comentário.

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Colaboração no Portal Imprensa: Radialista atingido por garrafa deve processar o Náutico

Esta semana comecei a colaborar lá no Portal Imprensa, principalmente com matérias não assinadas ou "cozidas", como prefere chamar a Thais Naldoni, editora-executiva do portal, que tem me dado uma força.

Tomo a liberdade de reproduzir aqui algumas dessas matérias, iniciando com uma reportagem assinada por mim. Segue o texto:

Radialista Nilson Luiz, atingido por garrafa no estádio dos Aflitos, deve processar o Náutico

Por Thiago Mattos/Colaboração ao Portal IMPRENSA

No último dia 16/07, o radialista Nilson Luiz, da Rádio Itapoan, de Salvador (BA), foi atingido por uma garrafa no estádio dos Aflitos, em Recife (PE), durante a coletiva do técnico do Vitória, Paulo César Carpegiani, em jogo realizado contra o Náutico.

Reprodução
O radialista Nilson Luiz
Em razão do incidente, que resultou em oito pontos em seu supercílio e dores de cabeça persistentes, o radialista informou, em entrevista ao Portal IMPRENSA, que deve entrar com ação por lesão corporal contra o Náutico. Segundo ele, já está sendo feito o levantamento de todo o material que comprove o caso, como vídeos e matérias publicadas a respeito.

Segundo Nilson, o estádio é muito inseguro, pequeno e não dispõe de estrutura para jogos da série A. O radialista afirmou que não havia mais policiamento dentro do estádio na hora em que foi atingido. "Foi uma palhaçada", declarou. "Não tive atendimento médico de ninguém do Náutico ou do estádio. O médico do Vitória me prestou socorro."

A assessoria de imprensa do Náutico afirmou que o responsável pelo incidente já foi detido e assumiu toda a culpa. No entanto, o clube ainda pode ser penalizado de acordo com o artigo 213 do Código de Justiça Desportiva por "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto".

Caso condenado, o Náutico pode perder o mando de campo de até dez partidas, além de pagar multa que pode chegar a R$ 200 mil.

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