sexta-feira, abril 23, 2010

Brasil, mostra a tua cara

Chamou pouquíssima atenção essa semana o lançamento de uma ferramenta do Google que revela todos os países que já pediram a retirada de algum conteúdo ou informações sobre usuários da internet. E menos atenção ainda o fato de que o Brasil lidera a lista (alguns países problemáticos, como a China, não aparecem na contagem).

Foram 3.663 pedidos de informação e 291 solicitações de remoção de conteúdo vindos do Brasil, de acordo com a gigante da internet. A Google diz ainda que 82,5% das 291 solicitações de remoção de conteúdo que partiram do Brasil foram parcial ou totalmente atendidas.

Se por um lado, autoridades da Alemanha, Canadá, França e outros sete países já levantam questões com relação ao modo como o Google lida com a privacidade, por outro é bom que o acesso a dados públicos estajam disponíveis a todos.

E é bom que todos - inclusive governos e empresas - saibam a diferença entre um e outro.

Thiago Mattos

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sábado, setembro 19, 2009

Google Fast Flip quer acalmar a grande imprensa

O Google lançou na última segunda-feira (14) o Fast Flip, um novo serviço que permitirá a leitura de páginas com as notícias mais recentes e os temas e manchetes mais populares.

O modelo, ainda em teste, tenta lembrar as páginas impressas das publicações, dando ao internauta a sensação dinâmica de estar folheando as páginas on line.

No entanto, só é possível ler parte do conteúdo disponibilizado ali; para ter acesso à versão integral de uma matéria, é necessário clicar no site onde ela foi inicialmente publicada.

Dezenas de editoras fecharam parceria com o Google para o projeto, que conta com publicações como The New York Times, The Washington Post, Newsweek, BBC, Esquire, Slate, entre outros.

Com o Fast Flip, a intenção do Google é justamente de acalmar os ânimos da cambaleante "grande imprensa", que vêm reclamando por conta do Google News, serviço que agrupa as notícias mais populares por temas.

O Google News estaria, segundo a indústria jornalística, desencorajando os leitores a navegar pelos sites onde as notícias foram originalmente produzidas.

É bom lembrar que o Google vem trabalhando no desenvolvimento do que pode vir a ser a menina dos olhos da indústria dos jornais. É um projeto de cobrança de conteúdos informativos publicados na rede e pode ficar pronto até janeiro de 2010.

Num contexto onde as publicações ainda parecem indecisas sobre a decisão de disponibilizar ou não seus conteúdos, é bom ficarmos atentos ao que o futuro nos reserva. Mas isso é uma discussão para um outro dia.

Thiago Mattos.

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