domingo, julho 18, 2010

TV é uma droga

Television is a drug. from Beth Fulton on Vimeo.



Agora, vamos pensar: quantas horas do dia você passa dando atenção a sua TV?

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segunda-feira, setembro 21, 2009

Se o mundo tivesse 100 pessoas ("100 people")



"100 people" é um vídeo que já ganhou diversos prêmios, dentre eles o International Advertising Festival em Cannes (2001).

A mensagem é profunda e faz as contas de quem e como vive neste mundo. Um minuto imperdível!

Thiago Mattos.

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segunda-feira, agosto 17, 2009

Nossa comédia é uma piada... completamente sem graça!

Conhecida pelas listas que cria, a revista Forbes divulgou recentemente os nomes dos dez comediantes que mais ganharam dinheiro no período de um ano (2008-2009). Embora a maioria deles ainda seja desconhecida do público brasileiro, Jerry Seinfeld e Chris Rock encabeçam as primeiras posições.

Seinfeld fez muito sucesso com um programa de TV homônimo, exibido de 1989 a 1998, e até hoje colhe os frutos de seu sucesso. Ele é o número um da lista, com 85 milhões de dólares. Pelo jeito, propagandas para a Microsoft e shows de stand-up ainda lhe pagam muito bem.


No segundo lugar, Chris Rock embolsou 42 milhões de dólares. Inicialmente conhecido no sitcom Todo Mundo Odeia o Chris (Everybody Hates Chris), ele é um dos humoristas que mais têm atraído atenção. Além de ter lançado recentemente pela HBO um novo programa de comédia chamado Kill The Messenger, o comediante também ganha dinheiro com filmes, livros, dublagens, etc.

Aqui no Brasil, para ser comediante e bem pago ao mesmo tempo - e na mesma frase - ainda soa engraçado. Naturalmente alguns desfrutam de certa fama, principalmente na TV, mas, no geral, o humor brasileiro atualmente tem caminhado mais para a tragédia.

Se não contarmos os que não estão mais no ar - seja por morte ou aposentadoria - quais os grandes nomes do humor nacional que sobram? Chico Anysio estava congelado até pouco tempo, Ari Toledo sumiu, Bussunda morreu, Costinha também, sem falar de Oscarito, Grande Otelo e Mazzaropi.

A maioria dos programas de humor assistidos no Brasil são uma piada... completamente sem graça! Zorra Toral, A Turma do Didi, A Praça É Nossa, Pânico na TV, Toma Lá Dá Cá, é difícil nomear o pior de todos.

Talvez o "politicamente correto" tenha tornado as coisas mais complicadas, mas hoje em dia facilmente confundem ser engraçado com ser preconceituoso. E é bom lembrar que é possível sim sacanear homens, mulheres, brancos, negros, gays, judeus, asiáticos, e quem mais for preciso sem ter preconceito. Há uma linha sutil entre o que é realmente engraçado sem precisar ser ofensivo ou racista. Só que ainda não dominamos isso.

É uma linguagem que, se combinada à irreverência brasileira, pode fazer muito sucesso. Vejam, o Chris Rock critica os negros com uma propriedade singular e sem preconceitos. Não que você tenha que ser judeu para fazer piada de judeu ou gay para imitar uma bicha louca, mas esses exemplos nos dão uma dica preciosa. Dizendo que é impossível alguém encontrar sua alma gêmea, o comediante conclui: "Mesmo que aconteça, não será no tempo certo. Você é casada, ele é solteiro... Você é judia, ele é palestino..." E dispara: "Você é negra, ele é negro... Há sempre um obstáculo no caminho!".

Não quero explicar a piada a ninguém, mas espera aí! Não há nada de preconceituoso em dizer que algumas vezes os negros acabam evitando outros negros, pelo contrário, é muito engraçado dizer isso desta forma. Não há ofensa alguma aqui, apenas uma observação contundente de uma sociedade onde a ideologia da discriminação contagia até mesmo a quem é discriminado. O conteúdo da crítica é enorme é há uma baita sutileza na forma de dizer isso.

Mas ainda temos muito a aprender, principalmente que não há mais nada de engraçado em continuar dando tanta audiência a programas que só continuam porque ainda há quem os assista.

Thiago Mattos.

Colagem: Carlos de Castro





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sexta-feira, março 06, 2009

Pretty... Pretty... Pretty good!

Apesar de não ser muito conhecida no Brasil, Curb Your Enthusiasm é uma das melhores séries de comédia de todos os tempos. Hilário. Brilhante.

Estrelado por Larry David, o seriado - exibido por um tempo pela HBO Brasil como Segura A Onda - mostra o co-criador de Seinfeld levando a vida de uma maneira, digamos assim, um tanto inábil para certas convenções sociais.

Larry questiona tudo e a todos, constrangendo de uma forma ou outra quem está por perto. E mesmo com sua crônica falta de sorte, que sempre o faz se desculpar no final, é o tipo do cara que cativa por simplesmente ser como muitos gostariam: natural e espontâneo.

A grande novidade agora é que finalmente os quatro astros de Seinfeld estarão juntos na 7a. temporada de Curb - ainda sem previsão para estreiar.

Após 11 anos afastados,
Jerry Seinfeld (o próprio), Julia Louis-Dreyfus (Elaine), Jason Alexander (George) e Michael Richards (Kramer) devem atuar como eles mesmos em vários episódios da nova temporada.

Seinfeld, fenômeno da TV que ficou conhecida como "a série sobre nada", retratava o dia-a-dia de quatro moradores de New York, trazendo uma linguagem nova e anárquica no jeito de fazer TV - e ao menos metade desse seu crédito deve ser reservado a Larry David.

Larry é considerado uma das cabeças mais criativas por trás de roteiros da TV dos EUA. Além disso, Curb já foi nomeado para mais de 20 Emmys - ganhando um - e cinco Globos de Ouro - ganhando também um.

Thiago Mattos.

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domingo, maio 25, 2008

"Maio já está no final..."

O mês de Maio já vai acabando com uma sensação de que logo logo o ano também já será outro. É impressionante: quanto mais velhos ficamos, mais rápido o tempo parece passar. De qualquer forma, não vim até aqui pra isso.

Essa semana, duas notícias especialmente me chamaram a atenção.

Uma delas é um artigo do New York Times, que discute a nova situação econômica do Brasil, mostrando como agora os brasileiros da classe média podem ter acesso a bens de consumo, diferentemente de alguns anos atrás.

O artigo elogia claramente a política econômica do governo Lula - "administração competente" são as palavras exatas - comparando a atual conjuntura a um momento anterior, onde tudo era mais difícil no país.

“Antigamente quando os EUA espirravam, o Brasil pegava pneumonia, mas este não é mais o caso”, declara Marcelo Carvalho, diretor executivo do Morgan Stanley, numa interessante alusão a um passado nem tão distante assim.

Só ficou faltando falar das consequências deste novo modo de consumo, como os insuportáveis engarrafamentos diários nas grandes cidades, decorrentes do novo poder de compra da classe média brasileira. Mas isto é um apenas um detalhe, não é?

Bem, para acessar uma versão em português do artigo, clique aqui. A versão integral em inglês, aqui.

***

A outra notícia vem da TV.

É que Os Simpsons já estão na 19ª. temporada (um recorde!) e continuam cada vez mais ácidos e pungentes, com um invejável vigor. Os episódios da nova temporada trazem cenas que ainda darão muito o que falar, como os seios da Pamela Anderson balançando no ar.

A família que vez por outra é censurada (e não apenas na Venezuela) por conta de seu comportamento politicamente incorreto, continua mostrando estar a frente de seu tempo. Até hoje, poucos entendem que a série não é um desenho animado para crianças.

Enquanto a maioria das emissoras a exibem no horário nobre, a Globo insiste em exibir a série em sua programação matutina destinada às crianças, no saco de gatos que é a TV Globinho.

De qualquer forma, acompanhar esta família é estar em dia com o mundo contemporâneo e, de modo crítico, entender as loucuras pelas quais passamos. Por isso e muito mais, Os Simpsons – uma ironia sofisticada e debochada da clássica família americana – devem ser assistidos e deliciados.

Uma boa semana para todos!

Thiago Mattos.

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segunda-feira, abril 28, 2008

Fala, meu povo! (matando a cobra e mostrando o pau)

Declarações inusitadas ouvidas acidentalmente de manhã, de um programa de TV:



"Nunca aconteceu isso nesse bairro aqui..."
(De uma paulista entusiasmada e sorridente pela oportunidade de dar uma entrevista)

"A atração do fim de semana foi essa"
(De um outro que foi com toda a família visitar o local do crime)

"Eles estão montando palanque como se fosse carnaval"
(De uma moradora, revoltada com a muvuca em seu bairro)

"Eu sou de Ponte Nova, MG. Andei 850 Km pra mostrar a indignação do país nesse caso tão monstruoso... Sai de casa sexta-feira e estou aqui sem dormir até agora [Domingo], me alimentando muito mal e ficando na cruz numa faixa de 10, 11 horas por dia"
(De um penitente mineiro que usava uma máscara e carregava nas costas uma cruz com fotos da família Nardoni, pedindo justiça)

"Minha imagem vai ser mais aqui embaixo... Na portaria... Na queda da Isabella..."
(De um cinegrafista contando o que filmará na reconstituição do crime. No caso, referia-se à boneca de R$18 mil que seria jogada pela Perícia, simulando o assassinato)

"Diz que tem um apartamento que cobrou 15 mil. A escolinha parece que cobrou 10 mil, coisa assim"
(De um morador especulando sobre o aluguel cobrado pela vizinhança à imprensa para lugares estratégicos)

"Se eu soubesse eu podia ter alugado, porque do meu apartamento eu enxergo direitinho o quarto"
(De um morador sorridente, mas frustrado pela ignorância e triste pela oportunidade perdida)

"As emissoras de TV começaram a me procurar querendo emprestrar [sic] minha sacada. Eu falei 'não', que seria um absurdo, que isso ia me trazer problemas, e elas resolveram me fazer um proposta: 'vamos alugar então, a gente paga e você nos cede o espaço'..."
(Da proprietária de uma salão de beleza próximo à Delegacia onde se concentram as investigações do caso, que mudou rapidinho de idéia, declarando ganhar em torno de R$ 1.500 como aluguel)

"4 na sacada e 3 na laje"
(Da mesma pessoa anterior, respondendo a quantas emissoras havia recebido no estabelecimento)

"Nós pegamos uma amizade e quando vocês forem embora, a gente vai sentir saudades"
(Da mesma proprietária, que certamente sentirá falta do dinheirinho extra)

"Domingo é um dia tão vazio, né? Geralmente a gente não tem nada mesmo pra fazer..."
(De um entediado cidadão respondendo por que foi assistir à reconstituição do crime)

Enfim, cada povo com o que merece, certo?

Thiago Mattos.

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