quarta-feira, outubro 07, 2009

Worldmapper: uma nova forma de ver o mundo

Um projeto desenvolvido por geógrafos da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, mostra uma nova forma de ver os mapas do mundo.

Através do Worldmapper é possível ver como seriam os países se seus mapas levassem em conta indicadores como densidade demográfica, renda, usuários de internet, mortalidade infantil, entre outros.

Para se ter uma ideia, se o mapa do Brasil fosse visto a partir da concentração populacional, ficaria claro no desenho nossa imensa desigualdade não somente entre os estados, mas também entre as regiões.

Dá para aprender bastante com as mais diversas categorias lá no site, que também é muito bom para pesquisas. Fica a dica.

Thiago Mattos.

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terça-feira, setembro 22, 2009

Dia Mundial Sem Carro

Além do primeiro dia da primavera, hoje (22) também é o Dia Mundial Sem Carro. A data tem como objetivo conscientizar as pessoas dos problemas causados por um modelo de transporte que tornamos habitual, porém é o mais prejudicial.

Muitos são os problemas gerados pelo automóvel. Seguem alguns dados:

1. Estudos da Faculdade de Medicina da USP mostram que, apenas na cidade de São Paulo, morrem 12 pessoas em média por dia devido à poluição, o que reduz a vida média do paulistano em um ano e meio;

2. Os moradores de São Paulo gastam em média duas horas e 43 minutos todos os dias nos congestionamentos pelos quais cidade é tão conhecida;

3. O setor de transportes é responsável por 15% dos gases que causam o aquecimento global e a mudança climática;

4. O diesel (que contém altíssima quantidade de enxofre) e a gasolina consumidos no país estão entre os piores do mundo. Os motores menos poluentes são fabricados pela indústria automobilística apenas para exportação e, ainda assim, tramita no Congresso um projeto de lei que propõe o comércio de carros a diesel no Brasil;

5. A inspeção veicular que vigora em São Paulo ainda é ridícula; veículos com ano de fabricação anterior a 2003 estão isentos da inspeção;

6. Cerca de quatro pessoas morrem por dia na cidade de São Paulo em acidentes de trânsito (44% de pedestres, 18% motociclistas, 9% passageiros ou motoristas e 3% de ciclistas);

7. Estudo da FGV aponta que a cidade de São Paulo deixa de gerar R$ 26,8 bilhões por ano devido à perda de tempo nos congestionamentos e aos custos ligados a acidentes e doenças derivadas do trânsito;

8. 800 novos carros por dia são postos nas ruas de São Paulo.

Esses e outros dados foram retirados de uma matéria publicada por Oded Grajew ontem (21) na Folha de S. Paulo. No artigo de opinião, Grajew propõe a adoção de um modelo de desenvolvimento urbano que não obrigue tantas pessoas a se locomoverem por grandes distâncias para ter acesso ao trabalho e aos serviços e equipamentos públicos.

Entre algumas das propostas estão:

1. Dar prioridade absoluta para o metrô, trens e corredores de ônibus;

2. Estabelecer políticas para facilitar e incentivar a locomoção por bicicletas;

3. Melhorar a qualidade do diesel e da gasolina e incrementar o uso de combustíveis mais limpos;

4. Comercializar no Brasil automóveis, ônibus e caminhões menos poluentes, como na Europa e nos EUA;

5. Oferecer segurança para o pedestre, calçadas de boas qualidades, acessabilidade universal para deficientes físicos, rigor nas leis de trânsito e programas de educação cidadã;

6. Implementar inspeção veicular em toda a frota automobilística;

7. Redimensionar os investimentos públicos para diminuir a desigualdade social e regional na oferta de trabalho e no acesso a equipamentos e serviços públicos para diminuir a necessidade de deslocamentos.

O mais importante é não esperarmos apenas ações de governos ou terceiros e começarmos a fazer a nossa parte em hábitos simples como deixar o carro na garagem de vez em quando e andar um pouco mais de ônibus, metrô, de bicicleta e, por que não, à pé?

Afinal de contas, o dia sem carro não precisa ser uma vez por ano. É só lembrar que os problemas decorrentes dos nossos hábitos prejudicam a nossa qualidade de vida todos os dias.

Thiago Mattos.

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quarta-feira, agosto 12, 2009

Voce faz xixi no banho?



Se alguém ainda acha nojento, agora não tem mais jeito. Se você quer ser ecologicamente correto, não basta apenas abolir as sacolas plásticas da sua vida, fechar a porta da geladeira ou fazer coisas óbvias que todo mundo já está careca de saber. A onda agora é fazer xixi no banho.

A ideia da campanha da Fundação SOS Mata Atlântica é incentivar as pessoas a não desperdiçarem tanta água na descarga de um simples xixizinho. Fazendo xixi no banho, garantem eles, é possível economizar até 4.380 litros de água por ano.

Além de dar informações bacanas sobre ecologia, o site esclarece todas as dúvidas: "Xixi no banho não é nojento, nem transmite doenças - 95% do xixi é feito de água e os outros 5 % são ureia e sal".

"Apenas lembre-se de fazer o xixi logo no início do banho", lembra o site.

A moda tem tudo para pegar. E quem faz xixi está convidado!

Thiago Mattos.

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