quinta-feira, outubro 22, 2009

"Plano de segurança"

Poucas palavras dizem tudo. A charge acima veio do blog Koostela e exprime com precisão o sentimento atual com relação às Olimpíadas e a violência brasileira, especialmente no Rio.

Quando chegamos ao ponto de não saber mais quem é o grande vilão dessa história, contra quem realmente estamos lutando, quando não se vê mais diferença entre polícia e bandido e tudo parece estar perdido, como entender esse momento?

Thiago Mattos.

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quarta-feira, outubro 14, 2009

Ministro dos Esportes quer "desfutebolizar" o esporte brasileiro

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, esteve nesta terça-feira (13) no auditório das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) para participar das comemorações da XX Semana de Educação Física da instituição.

Em seu dircurso, o ministro destacou as oportunidades e desafios que podem surgir das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Para ele, as dimensões mais importantes do evento envolvem não só os impactos nacionais, mas também o lado econômico e social.

Com 205 países filiados ao Comitê Olímpico Internacional (COI), os Jogos Olímpicos proporcionam uma das maiores plataformas de exposição que um país pode ter, disse o ministro. "Isso é importante porque o mundo conhece pouco o Brasil", afirmou ele.

Orlando Silva chamou a atenção para a importância de diversificar as práticas esportivas no país e citou o peso exagerado que o futebol ainda tem sobre o esporte brasileiro. "Um dos desafios é o de desfutebolizar o nosso esporte. O monopólio que o futebol exerce é além do que deveria", apontou.

Quando perguntado sobre o que será feito para que não haja desvio de recursos na execução dos Jogos, o ministro disse que tem tratado a transparência como uma obsessão. "A única garantia de que não haverá desvio de recursos é se as pessoas puderem acompanhar em tempo real como os gastos estão sendo feitos. Ou é assim ou é impossível ter algum mecanismo para saber quanto custou aquele ginásio, por que custou aquele valor e qual foi o cronograma do pagamento. É preciso ter uma obsessão com a transparência".

Reportagem publicada no dia 10/10 no jornal O Globo apontou que o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para apurar por que não foram realizadas licitações para contratar empresas que elaboraram o projeto apresentado ao COI e financiado com dinheiro público. De acordo com a matéria, as despesas com consultoria internacional e nacional, além de gastos operacionais e salários de funcionários contratados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) foram pagos com verba pública no Ministério dos Esportes.

Thiago Mattos.

PS: Reportagem publicada em http://www.fiamfaam.br/momento/?pg=leitura&id=1908&cat=2

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domingo, outubro 04, 2009

Rio 2016? Eu já sabia!

Na última sexta-feira (02), o Rio de Janeiro foi confirmado como a cidade-sede das Olimpíadas de 2016. Com um discurso preciso de Lula que apelava para as esperanças de 190 milhões de brasileiros ("Chegou a nossa hora") e o filme promocional de Fernando Meirelles (que escondeu até as favelas), a propaganda estava pronta para ser comprada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). E foi!
Mais do que comemorar como macacos de imitação, precisamos estar a par dos próximos passos de todos os investimentos que serão feitos na cidade e monitorá-los.

Para que a Olimpíada do Rio não se torne um grande problema para a população brasileira, é preciso que cada um realmente se intere do assunto, acompanhando e cobrando seriedade dos responsáveis envolvidos; o que é claramente difícil de acontecer.

É importante estarmos céticos e questionarmos para que tudo não passe de mais um episódio de superfaturamentos, politicagem, corrupção, roubalheira e elefantes brancos.

Queremos que a própria cidade e o país tirem proveito de sediar as Olimpíadas com avanços reais e permanentes; que os cariocas, fluminenses e brasileiros possam gozar de melhores condições de vida.



Se, ao final de tudo, nosso transporte, segurança, oportunidades de emprego e educação continuarem no mesmo nível que estão hoje, saberemos que os únicos beneficiados de 2016 terão sido as prostitutas e os seus filhos de terno por trás dos negócios.

Thiago Mattos.

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segunda-feira, agosto 25, 2008

Mapa de medalhas

Vale a pena conferir o mapa das medalhas feito pelo The New York Times. Muito legal!

Nessa contagem, contudo, os EUA ficam na frente por causa do maior número de medalhas.
Mas cada país adota o sistema de contagem que mais lhe convém.

Enfim, para conferir o mapa é só
clicar aqui no link.

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sexta-feira, agosto 08, 2008

08/08/08

A abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing às 08h08m08s deste 8 do 8 de 2008 foi realmente um belo espetáculo de efeitos especiais, luzes, cores e fogos. Mas é preciso ver mais além, onde o espetáculo não mostra.

Com o lema "Um mundo, um sonho", a República Popular da China estará mostrando ao mundo que está aí com todo seu poder de volta, disposta a retomar seu sonho imperial. E o primeiro passo certamente será a busca por medalhas na disputa com os Estados Unidos pelo posto de nova potência esportiva.

Não é de hoje que a conexão entre esporte e política vem aumentando. Lembremos das Olimpíadas de Berlim em 1936, quando Hitler abandonava o palco ridicularizado e enfurecido com as quatro medalhas de ouro do atleta negro Jesse Owens em solo alemão.

Lembremos do Massacre da Praça da Paz Celestial (Tiananmen) em 1989, que sepultou a candidatura olímpica da China na época - diga-se de passagem: mais de 130 presos políticos seguem presos, 19 anos depois. Lembremos, mais recentemente, dos Jogos de Atlanta em 2004, época da invasão do Iraque pelos EUA, da autorização da tortura em Guantánamo, das prisões ilegais da CIA.

Agora, mais uma vez, é a vez da China. As polêmicas envolvendo os Jogos estão aí há muito tempo - pelo menos desde Burma. Falamos em poluição, pedimos direitos humanos, clamamos por liberdade. Mas o governo chinês não parece estar disposto a ceder.

Apesar de tentador, um boicote aos Jogos de Beijing não seria a solução. Devemos ter em mente a oportunidade que estas Olímpiadas podem fomentar, seja através das polêmicas que não podem mais ser ignoradas e precisam ser debatidas, seja nas atenções voltadas para um dos lugares mais problemáticos do mundo contemporâneo e na pressão que isso causa.

Afinal de contas, falamos de uma só China, a mesma que também sofre por desastres naturais e passa por momentos difíceis na reconstrução pós-tragédias. Devemos nos solidarizar com o povo chinês, guerreiro e sofredor, dividir as dores causadas por terremotos e governos. E torcer para que "um mundo, um sonho" se realize o mais rápido possível.

Thiago Mattos.

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