sábado, setembro 26, 2009

40 anos de Abbey Road



Há 40 anos, os Beatles escreviam mais uma obra-prima na história. Abbey Road foi o último disco gravado - mas não o último lançado - pela banda. Selava o fim e a genialidade daqueles caras juntos. Cada faixa é irretocável; nada a tirar nem pôr.

E no fim do álbum, a última canção chamada "The End" trazia uma das mensagens mais belas de todos os tempos:

"And in the end the love you take
Is equal to the love you make"

Thiago Mattos.

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domingo, setembro 13, 2009

Propaganda grátis: a nova coleção de álbuns dos Beatles

Bem, um pouco de propaganda grátis não faz mal a ninguém, certo?



Após 22 anos de espera, os fãs dos Beatles poderão finalmente ouvir os 14 álbuns da banda remasterizados digitalmente a partir das fitas master - que são guardadas a sete chaves em um cofre com duas portas de aço com combinações, duas câmeras e um detector de fumaça.


Na última semana, a Apple Corp. e a EMI anunciaram o relançamento de praticamente toda a discografia dos Beatles com uma qualidade de som superior à alcançada anteriormente nos CDs originais que saíram em 1987. Na época, a crítica havia pegado pesado com a qualidade sonora, bem inferior às versões em vinil.


Agora, a equipe técnica parece ter caprichado. Em um trabalho que durou cerca de quatro anos, os ruídos e chiados foram removidos faixa a faixa, o volume corrigido e diversas canções como "The Long and Winding Road", "While My Guitar Gently Weeps" e "Love Me Do" ganharam um novo ar, notadamente superior - garante a crítica.

Os novos álbuns também primam pela qualidade visual: encartes ilustrados com novas fotos e alguns contendo também as letras - coisa que os CDs antigos deixavam (e muito) a desejar. Na nova coleção, cada álbum também virá com anotações e mini-documentários de making of.

Além das remasterizações em estéreo, também foi lançada uma caixa que reúne cada uma das mixagens em mono, chamada The Beatles in Mono. Até o lançamento de uma versão do jogo "Rock Band: The Beatles" causou frisson entre os amantes do videogame.

Mas, cá entre nós, em vez de apertar uns botões de uma guitarra de plástico, não seria mais divertido aprender logo um instrumento e tocar as músicas direito? Imaginem se Jimi Hendrix tivesse um videogame em casa... o que seria da música hoje?

Thiago Mattos.

PS: Para assistir a um cara abrindo alguns dos CDs, clique aqui.

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quinta-feira, setembro 03, 2009

Quem é Sungha Jung?

Alguém por aí já ouviu falar do Sungha?

Não é piada, não! Sungha Jung é um menino sul-coreano de 13 anos que vem fazendo o maior sucesso na internet, tocando no violão covers indefectíveis de vários sucessos da música popular.

Uma rápida busca no You Tube mostra mais de 1000 vídeos do menino prodígio - alguns com mais de um milhão de visualizações.

É de fazer inveja a muitos marmanjos.


Entre os seus maiores sucessos, estão as versões de Billie Jean, Come Together e a música tema do filme Missão Impossível.

Sungha, que dedica uma boa parte dos vídeos aos Beatles, já recebeu até as congratulações de Yoko Ono por sua versão de All You Need Is Love.


Em sua página pessoal, ele diz que aprendeu assistindo seu pai tocar e que tira as músicas de ouvido. Além de compor, Sungha já é um violonista profissional e seu estilo de tocar dedilhado impressiona não apenas por sua idade, mas pela perfeita execução.

Para você que toca: depois de assistí-lo, pense bem antes de dizer "eu sei tocar violão". Vai ter que correr atrás, amigo! É ver para crer.

Thiago Mattos.






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terça-feira, abril 14, 2009

As novas paredes de Phil Spector

Na última Segunda-feira (13), o produtor e compositor Phil Spector, 69, foi condenado em Los Angeles pelo assassinato da ex-atriz Lana Clarkson, 40. O crime, ocorrido há mais de 6 anos atrás em sua casa, pode levá-lo a 18 anos de prisão.

Conhecido no mundo da música por sua engenhosa técnica de gravação chamada de "Wall of Sound" ("parede de som", em inglês), Phil Spector começou a trabalhar nos anos 60, gravando e produzindo artistas como John Lennon (no álbum "Rock'n'roll"), George Harrison ("All Things Must Pass"), Ramones ("End Of A Century") e Beatles ("Let It Be"), entre outros.

Também compôs clássicos como "You've Lost That Lovin' Feeling" (gravado por The Righteous Brothers), "Deep River - Mountain High" (Ike e Tina Turner) e "Be My Baby" (The Ronettes) - foi casado com Ronnie Ronette, a cantora principal do grupo.

Phil Spector já era famoso por seus métodos não-convencionais de gravação. A lenda de que ele sempre portava uma arma em estúdio para amedrontar os músicos que errassem, foi confirmada na página 125 da auto-biografia recém-lançada por Eric Clapton:

"Trabalhar com Spector foi uma experiência e tanto. Eu o achava um cara realmente doce, talvez um pouco excêntrico, mas o rumor era de que ele carregava uma arma, então eu estava um pouco desconfiado."

Um julgamento anterior em 2007 já havia sido anulado por falta de unanimidade do júri. Desta vez, as cinco mulheres que testemunharam, acusaram Spector de já ter lhes apontado uma arma antes, o que foi determinante para sua condenação. Contudo, a defesa do produtor ainda pretende recorrer do veredicto.

Nota de curiosidade: Phil Spector usava no terno um bottom mostrando seu apoio ao Presidente Obama, que dizia: "Barack Obama Rocks!" (algo como "Barack Obama é demais!"). Ao que tudo indica, Phil Spector deve mesmo conhecer agora as paredes de concreto.

Thiago Mattos.

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sexta-feira, julho 11, 2008

Um pouco de música

Vamos falar um pouco de música.

De acordo com o tablóide inglês The Sun, a cantora Amy Winehouse é a artista mais bem sucedida do ano. Como o álbum que veio para entrar na história da música, Back to Black teve 3,67 milhões de cópias vendidas no mundo nos últimos seis meses, o que daria um total de quase 10 milhões de discos desde seu lançamento em 2006.

Entre outros artistas britânicos da lista está também o Coldplay (que já vendeu 2,6 milhões de cópias de Viva La Vida, seu novo disco lançado há um mês), mas não há porque falarmos de tristeza e melancolia numa hora dessas.

Agora um pouco... The Beatles!

Absorvido pela leitura ininterrupta de "Imagine - crescendo com meu irmão John Lennon" de Julian Baird (meia-irmã do cantor), me deparo com a seguinte notícia: o famoso bumbo da bateria usado no álbum Sgt. Pepper's foi comprado anonimamente num leilão da Christie's por £541,250 (quase R$2 milhões), três vezes mais que o valor estimado inicialmente.

Outros itens vendidos: manuscrito da letra de Give Peace a Chance feita por John Lennon (US$ 832 mil), um par de óculos usado por Lennon na capa de Mind Games (US$ 79 mil), gravações de Jimi Hendrix no festival de Woburn em 1968 (US$ 95 mil), um amplificador Marshall usado por ele (US$ 50 mil), uma Gibson usada por Pete Townshend (US$ 64 mil). Tanta coisa vendida a preços incompreensíveis que é melhor deixar pra lá.

Aliás, quem disse que a música não dá dinheiro?

Thiago Mattos.

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sábado, março 31, 2007

A capa de disco mais famosa do mundo completa 40 anos


No dia 31 de março de 1967, os Beatles vestiram-se como uma banda lisérgica em uniformes coloridos e espalhafatosos, posando para a capa do álbum mais importante de todos os tempos: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que rompia com tudo o que havia sido feito até então.

Antes do álbum idealizado por Peter Blake (que rejeitava o som da banda e até hoje reclama de ter sido mal pago), as capas de disco exerciam a mera função de serem capas de disco; não tinham qualquer preocupação artística ou sequer comunicavam algo além da ficha técnica – nem mesmo continham as letras das músicas.

A partir do Sgt. Pepper's, o gênio criativo dos Beatles aflorava em sua expressão máxima, firmando-os como uma referência definitiva dos anos sessenta e de tudo o que viria depois. A obra transcendia a música, com suas inúmeras referências artísticas, políticas, intelectuais nos rostos ali emoldurados de figuras definitivas daquela e de outras gerações.

Circulava entre elas nomes como o mago Aleister Crowley, o poeta beat William Burroughs, o escritor Oscar Wilde, o guru indiano Sri Yukteswar Giri, a atriz norte-americana Mae West, o dançarino Fred Astaire, o músico Bob Dylan e muitos outros. Os próprios Beatles apareciam em estátuas de cera do museu Madame Tussaud ao lado da Banda do Clube dos Corações Solitários do Sargento Pimenta (livre tradução), como se aquilo tudo não fosse mesmo eles, mas um alter-ego da banda.

Um ano mais tarde, na primeira de muitas paródias feitas sobre o disco, Frank Zappa lançaria uma crítica corrosiva ao movimento hippie com o Mothers Of Invention no disco We’re Only In It For The Money. Mas muito ainda seria dito sobre aquela capa que até hoje provoca curiosidade e encantamento.

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band marcou uma espécie de rito de passagem na trajetória musical da banda e o lançamento do disco, meses depois, lançava por terra qualquer dúvida sobre a qualidade e o papel dos Beatles na história da música mundial.

Thiago Mattos.

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